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Livre critica declarações "lamentáveis" do MNE sobre conflitos em Jerusalém

Partido acrescentou que "o escalar da violência em Jerusalém é intolerável".
Lusa 11 de Maio de 2021 às 22:13
Confrontos em Jerusalém
Confrontos em Jerusalém FOTO: Reuters
O Livre considerou esta terça-feira que as publicações do Ministério dos Negócios Estrangeiros no Twitter a propósito dos conflitos em Jerusalém "são lamentáveis", já que excluem a "referência às vítimas palestinianas", e instou o Governo a reconhecer "um Estado palestiniano".

"São lamentáveis as declarações de hoje do Ministério dos Negócios Estrangeiros que condenam a violência contra civis israelitas sem referência às vítimas palestinianas", dá conta um comunicado divulgado pelo partido.

A tutela escreveu na rede social Twitter que Portugal "acompanha com grande preocupação os recentes desenvolvimentos em Israel e no território palestiniano ocupado, incluindo Jerusalém Leste".

"Condenamos o lançamento indiscriminado de mísseis a partir da Faixa de Gaza contra civis israelitas", acrescentou o ministério.

Para o Livre, "é fundamental que o Governo português reconheça um Estado palestiniano autónomo e independente, e que salvaguarde os direitos do povo palestiniano".

O partido acrescentou que "o escalar da violência em Jerusalém é intolerável".

De recordar que, em 2019, a então deputada do Livre, Joacine Katar Moreira, absteve-se em relação a um voto apresentado em novembro desse ano pelo PCP, que pedia a condenação da "agressão israelita a Gaza e da declaração da administração Trump sobre os colonatos israelitas".

Na altura, a deputada alegou "dificuldade de comunicação" com a direção, o que levou a uma cisão com o partido e a Joacine passou a deputada não-inscrita.

A tensão em Jerusalém Oriental, a zona palestiniana da cidade ocupada e anexada por Israel, tem aumentado nas últimas semanas e os confrontos na Esplanada das Mesquitas, na Cidade Velha e sagrada para muçulmanos e judeus, entre palestinianos e polícia israelita causaram centenas de feridos nos últimos dias.

Na segunda-feira, a violência aumentou com o lançamento de 'rockets' da Faixa de Gaza contra Israel e ataques aéreos israelitas contra este território palestiniano.

De acordo com o mais recente balanço do Ministério da Saúde em Gaza, desde o pôr-do-sol de segunda-feira, 26 palestinianos - incluindo nove crianças e uma mulher - foram mortos em Gaza, a maioria nos ataques aéreos.

Durante o mesmo período os 'rockets' disparados a partir de Gaza mataram dois civis israelitas (duas mulheres) e feriram 10 outros.

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