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Lula anuncia falta a debate este sábado e afirma ser "massacrado" pelos adversários

Novo debate que ocorre no final da tarde deste sábado em São Paulo, final da noite em Portugal, é promovido por um pool de meios de Comunicação.
Domingos Grilo Serrinha e correspondente no Brasil 24 de Setembro de 2022 às 17:17
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O ex-presidente brasileiro Lula da Silva, que lidera com grande vantagem a corrida para as novas presidenciais de 2 de Outubro, anunciou que não vai comparecer este sábado ao segundo debate televisivo entre candidatos à presidência e deve ser "massacrado" pelos adversários, principalmente por Jair Bolsonaro e Ciro Gomes, segundo e terceiro nas sondagens. O novo debate, que ocorre no final da tarde deste sábado em São Paulo, final da noite em Portugal, é promovido por um pool de meios de Comunicação, entre eles as emissoras de televisão SBT e CNN Brasil.

Lula alegou compromissos de agenda e vai passar o dia em eventos de rua em São Paulo e, depois, no Rio de Janeiro. Para a assessoria da campanha do antigo presidente, que no mais recente levantamento do Instituto Datafolha surge com 47% das intenções de voto, contra 33% de Bolsonaro, a ausência ao novo debate não deve trazer grande prejuizo ao candidato, até porque, recentemente, ele deu longas entrevistas tanto ao SBT quanto à CNN Brasil.
Sem Lula, Bolsonaro, que tenta desesperadamente evitar que o antigo chefe de Estado seja eleito já na primeira volta, deve concentrar todos os seus ataques no líder das sondagens, tentando levar a disputa para uma segunda volta. E o nível dos ataques deve ser ainda mais baixo do que no primeiro debate, na TV Bandeirantes, quando Bolsonaro só se referia a Lula como "ex-presidiário" e "ladrão".

O mesmo, ou pior ainda, é esperado da parte de Ciro Gomes, que no Datafolha surge com modestos 7%, não tem a menor condição de ser eleito mas tem feito de tudo para prejudicar a campanha de Lula, mesmo sendo ambos de esquerda e antigos aliados. Ciro, ex-ministro de Lula, nutre um indisfarçável ódio pelo ex-presidente desde que este, em 2018, ao ter a sua candidatura rejeitada pela justiça eleitoral por estar preso por corrupção, recusou apoiar a candidatura do antigo ministro e lançou na disputa Fernando Haddad, que perdeu para Bolsonaro.

Numa estratégia considerada suicida para quem pretendia ser o candidato da esquerda à presidência, há muito Ciro Gomes parece ter esquecido que Jair Bolsonaro também está na disputa e centrou os seus ataques em Lula. O antigo presidente hesitou em contra-atacar, mas, ao perceber que os ataques de Ciro começavam a tirar-lhe alguns votos, reagiu e tem pedido aos eleitores de Ciro que, já que o antigo ministro não tem qualquer chance de ser eleito, para votarem nele, Lula, o que fez o ódio do antigo amigo crescer ainda mais.

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