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Correio da Manhã

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Macron pede a Israel para investigar Pegasus

Líder francês terá pedido ao primeiro-ministro de Israel para apurar responsabilidades. Empresa israelita nega que o presidente da França tenha sido um alvo do sistema.
Francisco J. Gonçalves 26 de Julho de 2021 às 08:39
Macron surgiu numa lista de mais de 50 mil nomes de pessoas de interesse a vigiar, entre as quais 14 chefes de Estado
Macron surgiu numa lista de mais de 50 mil nomes de pessoas de interesse a vigiar, entre as quais 14 chefes de Estado FOTO: Lusa/Epa/DANIEL COLE
O presidente francês quer que Israel investigue as alegações que na semana passada vieram a público sobre o software espião Pegasus, fabricado pela empresa israelita NSO. Recorde-se que, de acordo com essas revelações, Emmanuel Macron e praticamente todos os ministros do seu governo podem ter sido espiados por Marrocos graças a esse programa de ‘spyware’.

Num telefonema para o PM israelita, Naftali Bennett, o líder francês manifestou preocupação e pediu que o caso seja “investigado de forma adequada.

O telefonema terá sido feito na quinta-feira mas só no sábado foi noticiado em Israel, onde o Parlamento criou uma comissão de inquérito ao caso.

A NSO, por seu lado, garante que Macron não era um “alvo” de nenhum dos seus clientes, negando, pois, que tenha sido selecionado para vigilância com recurso ao Pegasus. E a empresa explica que o facto de o seu nome surgir numa lista de alvos divulgada por um consórcio de jornalistas não prova que tenha sido vigiado. O consórcio, já designado Pegasus Project, não pode confirmar, pois não verificou os telefones de Macron e dos seus ministros, nem dos 13 outros líderes mundiais referidos na lista.

Entretanto, no telefonema com Macron, Bennet terá sublinhado que o caso é anterior à sua tomada de posse, em maio, e que uma comissão está já a examinar se Israel deveria tornar mais rígidas as regras de exportação de armas cibernéticas como o Pegasus.
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