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Madrugada violenta com nove mortos em São Paulo

A cidade brasileira de São Paulo viveu na madrugada desta sexta-feira mais uma onda de violência, repetindo o que acontece quase diariamente há várias semanas. Ocorreu uma série de assassínios na via pública após a execução, também na rua, de um agente da polícia.
27 de Outubro de 2012 às 13:20
Governo de São Paulo afasta hipótese de agentes da polícia estarem a vingar-se das execuções
Governo de São Paulo afasta hipótese de agentes da polícia estarem a vingar-se das execuções FOTO: Nacho Doce/Reuters

Fábio João Tosta, de 33 anos, soldado da Polícia Militar, que estava de folga, foi executado quando andava de motocicleta na Avenida Flamingo, no bairro de Itaquera, zona Leste da capital paulista. Dois homens noutra mota aproximaram-se e executaram o agente friamente, fugindo em seguida em alta velocidade.

Como tem acontecido sempre que um polícia é morto dessa forma, sucederam-se vários ataques na zona Leste e em outras regiões da cidade. Em Guaianazes, bairro vizinho de Itaquera, homens de mota com armamento pesado passaram a atirar contra um bar onde vários amigos comemoravam um aniversário, matando uma pessoa e ferindo outras três.

No bairro Lajeado, na mesma região de São Paulo, outro ataque deixou mais um morto. E noutros locais das zonas Oeste e Sul acções similares também foram cometidas, provocando a morte de mais seis pessoas e deixando outras feridas.

Desde Julho, quando forças especiais da Polícia Militar mataram seis supostos membros da facção criminosa PCC - Primeiro Comando da Capital, que estavam reunidos no bar de um posto de combustíveis na Penha, zona Leste de São Paulo, 86 polícias já foram assassinados, quase todos quando estavam de folga.

Coincidência ou não, nas últimas semanas, sempre que um homicídio de um polícia acontece, várias outras pessoas, na sua maioria sem qualquer envolvimento no mundo do crime, são assassinadas de forma aparentemente aleatória por homens fortemente armados.

Há fortes suspeitas de que os crimes que se sucedem às execuções de polícias são praticados por agentes, em represália à morte dos colegas.

O governo de São Paulo, que tem tido uma actuação extremamente fraca e criticada no assunto, continua a afirmar que nenhum polícia está envolvido nas mortes de inocentes, e que as mortes de tantos agentes desde Julho são meras questões pontuais, acertos de contas ou vingança de criminosos, afastando o cenário de acção concertada do crime organizado.

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