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Maioria dos 13 militares norte-americanos que morreram no ataque em Cabul tinha menos de 23 anos

Entre os 13 americanos mortos no ataque no aeroporto de Cabul estavam 11 fuzileiros, um médico da Marinha e um militar do exército.
Marta Ferreira 28 de Agosto de 2021 às 22:41
Explosão em Cabul vista do aeroporto
Explosão em Cabul vista do aeroporto FOTO: DR
A maioria dos 13 norte-americanos mortos durante a explosão desta quinta-feira no aeroporto de Cabul, o incidente mais letal para as tropas dos EUA no Afeganistão numa década, tinha cerca de 20 anos. A lista das vítimas é fornecida pelo Pentágono que este sábado confirmou ter matado dois membros do Estado Islâmico perpetradores do atentado mortal no aeroporto de Cabul. 

Entre os 13 norte-americanos estavam 11 fuzileiros, um médico da Marinha e um militar do exército. Pelo menos 18 outros militares norte-americanos ficaram feridos e 169 afegãos morreram no ataque. 

Oficiais britânicos deram ainda conta da morte de dois civis e uma criança mortos no ataque. 

Conheça as 13 vítimas do ataque: 
Rylee McCollum, 20 anos
Era fuzileiro naval, tinha 20 anos, e estava a três semanas de ser pai. Rylee McCollum, de Wyoming, estudou na Escola Segundária Jackson Hole e na Escola Summit Innovations, formando-se em 2019.

"Ele toda a vida quis ser ser fuzileiro naval e carregava o seu rifle em suas fraldas e botas de cowboy", disse a irmã de McCollum ao Star-Tribune. "Estava determinado a estar na infantaria... Rylee queria ser professor de história e treinador de luta livre quando terminasse de servir o seu país. Ele era um menino forte, gentil e amoroso que causou impacto em todos que conheceu. As sua piadas e sagacidade trouxeram tanta alegria", descreve Roice McCollum.

Jared Schmitz, 20 anos
Era fuzileiro naval da área de St. Louis e tinha também 20 anos. O seu pai, Mark Schmitz, afirma à estação de rádio KMOX que a sua morte "foi absolutamente devastadora".

Schmitz disse à estação que o Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA veio a sua casa para dar "as notícias horríveis" por volta das 2h40 de sexta-feira.

David Espinoza, 20 anos
David é outro dos fuzileiros navais que com apenas 20 anos perdeu a vida no ataque. A cidade de Laredo identificou David Lee Espinoza como um dos 13 militares americanos mortos.

Espinoza nasceu em Laredo, mas cresceu no Rio Bravo, no Texas.

Max Soviak, 22 anos
Max era médico do hospital da Marinha de Ohio. Soviak, formou-se em 2017 pela Escola Secundária Edison, em Milão.

"Max era um bom aluno, ativo nos desportos e em outras atividades ao longo de sua carreira escolar. Ele era muito respeitado e querido por todos que o conheciam. Max era cheio de vida em tudo o que fazia", disse o superintendente Thomas Roth em comunicado.

No secundário, Soviak era membro da equipa de futebol, de wrestling, de ténis, de atletismo e banda, disse Roth ao USA TODAY. Antes de ingressar na Marinha, ele trabalhou como salva-vidas e como técnico de manutenção.

Hunter Lopez, 22 anos
Lopez tinha 22 anos e era fuzileiro naval da Califórnia. Era de uma família com raízes profundas no Vale Coachella na Califórnia, filho de dois funcionários do Departamento do Xerife do Condado de Riverside.

"Estamos com o coração partido ao ouvir esta triste notícia sobre Hunter, que escolheu seguir uma vida de serviço, abnegação, coragem e sacrifício, como seus pais", dizia o comunicado à imprensa.

Lopez planeava ingressar no departamento do xerife quando retornasse do destacamento, seguindo as pisadas dos pais.

Kareem Nikoui, 20 anos
Nikoui, de 20 anos, era natural da Califórnia. Graduou-se em 2019 e depois tornou-se fuzileiro naval. O pai revoltou-se contra Biden após a morte do filho. 

"Eu culpo os meus próprios líderes militares... Biden virou-lhe costas. É isso", disse. 

Em um comunicado, o JROTC da Força Aérea da Escola Secundária de Norco, onde o jovem se formou, disse que Nikoui foi "um dos melhores" de seus graduados em 2019.

"Kareem estava decidido a ser um fuzileiro naval e sempre quis servir seu país. Kareem fez o maior sacrifício pelo seu país e sua memória viverá para sempre", disse o JROTC em um comunicado.

Taylor Hoover, 31 anos
Taylor Hoover, de 31 anos, fazia parte do Departamento de Defesa. Pela família é recordado como um herói que viveu para servir.

"Ele deu sua vida a proteger aqueles que não podem proteger-se, fazendo o que amava: servir o seu país", disse o pai, Darin Hoover.

Taylor Hoover serviu a Marinha por 11 anos. O pai relata que ele era o melhor amigo das duas irmãs e deixou uma namorada na Califórnia. Descreveu o filho como alguém que "iluminava uma sala".

Darin Hoover disse que outros fuzileiros navais que trabalharam com o filho entraram em contato com ele para dizer o quanto aprenderam com ele. "Um grande líder", disse Darin Hoover.

Daegan William-Tyeler Page, 23 anos
Daegan era fuzileiro naval, tinha 23 anos, e cresceu no sudoeste de Iowa. Serviu no 2.º Batalhão, 1.º Regimento de Fuzileiros Navais com base em Camp Pendleton, na Califórnia.

"Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA após se formar na Escola Secundária Millard South. Ele amava a irmandade dos fuzileiros navais e tinha orgulho de servir como membro do 2.º Batalhão, 1.º Regimento de Fuzileiros Navais na Base do Corpo de Fuzileiros Navais em Camp Pendleton, Califórnia", disse a família numa declaração.

"A namorada de Daegan, Jessica, a mãe, o pai, a madrasta, o padrasto, quatro irmãos e avós estão todos de luto pela perda de um grande filho, neto e irmão. Daegan foi criado em Red Oak, Iowa e era um membro antigo dos escoteiros. Ele gostava de jogar hóquei no Omaha Westside no Omaha Hockey Club e era um fã ferrenho do Chicago Blackhawks. Ele adorava caçar e passar o tempo ao ar livre com o pai, além de estar na água. Ele também era um amante dos animais com uma queda por cães", descreve o comunicado.

Ryan Knauss, 23 anos
Knauss era sargento do Estado-Maior do Exército dos EUA, tinha 23 anos, e a sua morte foi uma surpresa para a família.

"Fomos levados a pensar que eram 12 fuzileiros navais e um da marinha, e sabíamos que nosso neto estava no Exército", disse a avó Evelena Knauss ao Daily Beast.

"Rezávamos pelas famílias dos fuzileiros navais, sem saber que o nosso neto era um dos que perdeu a vida", conta. 

Knauss já havia servido um destacamento de nove meses no Afeganistão. Cresceu no Tennessee e ingressou no Exército depois de se formar na em Corryton, perto de Knoxville.

Numa declaração, o senador americano Bill Hagerty do Tennessee descreveu Knauss como um "homem valente, honrado e heróico - um voluntário do Tennessee - que, com coração de servo, deu tudo de si mesmo aos 23 anos de idade pelo seu estado e pelo país que amava ternamente". 

Humberto Sanchez, 20 anos
Humberto Sanchez, era um cabo de 20 anos da Marinha do Indiana. O deputado norte-americano Jim Baird, cujo distrito inclui Logansport, de onde Sanchez é, pediu que se orasse pela família do fuzileiro naval.

"Ele corajosamente respondeu à chamada para servir a sua nação, e estou orgulhoso do seu serviço e profundamente triste por sua perda", escreveu Baird no post no Facebook. "Que nunca esqueçamos o nome do cabo Sanchez e do seu heroísmo a uma nação agradecida", acrescentou. 

Sanchez formou-se na Escola Secundária de Logansport.


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