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Mais de 60 pessoas investigadas após desabamento de ponte em Génova, Itália

Ponte Morandi desabou na manhã de 14 de agosto de 2018 e matou 43 pessoas, dividindo a cidade em duas.
Lusa 23 de Abril de 2021 às 17:54
Ponte Morandi desabou no dia 14 de agosto de 2018, em Génova
Ponte Morandi desabou no dia 14 de agosto, em Génova
Ponte Morandi desabou no dia 14 de agosto, em Génova
Ponte Morandi desabou no dia 14 de agosto de 2018, em Génova
Ponte Morandi desabou no dia 14 de agosto, em Génova
Ponte Morandi desabou no dia 14 de agosto, em Génova
Ponte Morandi desabou no dia 14 de agosto de 2018, em Génova
Ponte Morandi desabou no dia 14 de agosto, em Génova
Ponte Morandi desabou no dia 14 de agosto, em Génova
O Ministério Público de Itália concluiu o inquérito sobre o trágico desabamento da ponte Morandi, em Génova, em 2018, e há 69 investigados, entre os quais diretores da empresa encarregada de cuidar da infraestrutura, Autostrade por l'Italia (ASPI).

Os procuradores Massimo Terrile e Walter Cotugno acreditam que o julgamento pode acontecer no próximo verão, de acordo com a imprensa local.

A ponte Morandi de Génova desabou na manhã de 14 de agosto de 2018, matando 43 pessoas, dividindo a cidade em duas e obrigando centenas de pessoas a abandonarem as suas casas.

O incidente provocou um confronto entre o governo e a empresa que devia ser responsável pela sua manutenção, a ASPI, subsidiária da Atlantia, que deve agora desfazer-se dela.

Os investigadores identificaram um total de 69 pessoas com alegadas responsabilidades no desastre e para as quais vão, presumivelmente, solicitar a abertura de um julgamento.

Entre os crimes considerados pela acusação estão os de homicídio doloso múltiplo, desastre, atentado à segurança dos transportes ou falsificação de documentos.

Na lista de investigados, segundo a imprensa, estão o antigo diretor executivo da ASPI, Giovanni Castellucci, e alguns dos seus subordinados na direção, assim como o responsável da companhia Spea, que deveria controlar a rede de autoestradas do país.

Os procuradores concluíram que o mau estado da ponte era conhecido desde a década de 1990, segundo a mesma fonte.

Em fevereiro de 2018, meio ano antes do desastre, um perito da Comissão Técnica que fazia a supervisão, Antonio Brencich, tinha pedido para "encerrar imediatamente o tráfego" na infraestrutura ao analisar o estado do pilar 9, que cedeu, segundo revelou hoje a agência Ansa.

Na opinião do técnico, a ponte apresentava um "estado de degradação impressionante" e "um péssimo estado de conservação", o que a tornava na infraestrutura "mais frágil" de toda a rede de autoestradas de Itália.

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