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Correio da Manhã

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Mais de 61 mil pessoas assassinadas no Brasil em 2016

Números foram divulgados esta segunda-feira pelo Forum Brasileiro de Segurança Pública.
Domingos Grilo Serrinha e correspondente no Brasil 31 de Outubro de 2017 às 09:19
Polícia brasileira
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Mais de 61 mil pessoas foram assassinadas no Brasil no ano passado, tornando 2016 o ano mais sangrento da violenta história daquele país. Os terríveis números foram divulgados esta segunda-feira pelo Forum Brasileiro de Segurança Pública.

De acordo com os dados coletados e que fazem parte do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, em 2016 foram assassinadas exatamente 61.619 pessoas em todo o país. Isso equivale a uma brutal rotina de violência que, no ano passado, ceifou a vida de sete pessoas a cada hora em algum ponto do Brasil.

Olhando apenas os números, é como se o Brasil, apesar de não estar em guerra com nenhum outro país, no ano passado tivesse sido atingido por uma bomba atómica. O número de assassínios registados oficialmente em 2016 e agora divulgado corresponde aos mortos provocados pelo ataque nuclear norte-americano à cidade japonesa de Nagasaki em 1945, durante a segunda guerra mundial.

Entre os 27 estados do Brasil, os que, proporcionalmente à sua população, registaram o maior número de homicídios foram o pequeno Sergipe, o Rio Grande do Norte e Alagoas, todos no nordeste do país. Já em relação às capitais de estado, as proporcionalmente mais violentas no ano passado, segundo o levantamento, foram Aracajú, capital de Sergipe, Belém, capital do estado do Pará, no norte do Brasil, e Porto Alegre, capital do estado do Rio Grande do Sul, no extremo sul do território brasileiro.

O aumento de 25,8% de mortes provocadas por ações policiais contribuiu para o assustador número de homicídios registados em 2016. Nesse ano, nada menos de 4224 pessoas foram mortas por agentes das várias polícias, em supostos confrontos ocorridos em situações nem sempre muito claras.

E nem a própria polícia escapou do assustador aumento de mortes violentas registadas no ano passado em relação ao ano anterior. Em 2016, 437 polícias foram mortos, boa parte deles fora de serviço, um aumento de 17,5% em relação a 2015.

Um outro dado que chama muito a atenção e revela uma enorme tragédia silenciosa, que foi pela primeira vez traduzida em números neste Anuário Brasileiro de Segurança Pública, é o de desaparecidos. Segundo o levantamento, a cada hora desapareceram no Brasil pelo menos oito pessoas, e a realidade pode ser infelizmente bem superior aos números oficiais, pois vários estados não têm estatística sobre desaparecidos. 
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