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Correio da Manhã

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Mais de oito mil migrantes invadem Ceuta a nado e obrigam a intervenção do Exército

Milhares de pessoas, incluindo centenas de menores, entraram no enclave espanhol perante a passividade das autoridades marroquinas.
Ricardo Ramos 19 de Maio de 2021 às 08:54
Milhares de cidadãos marroquinos forçam entrada em Ceuta pelas praias
Milhares de cidadãos marroquinos forçam entrada em Ceuta pelas praias
Milhares de cidadãos marroquinos forçam entrada em Ceuta pelas praias
Milhares de cidadãos marroquinos forçam entrada em Ceuta pelas praias
Milhares de cidadãos marroquinos forçam entrada em Ceuta pelas praias
Milhares de cidadãos marroquinos forçam entrada em Ceuta pelas praias
Milhares de cidadãos marroquinos forçam entrada em Ceuta pelas praias
Milhares de cidadãos marroquinos forçam entrada em Ceuta pelas praias
Milhares de cidadãos marroquinos forçam entrada em Ceuta pelas praias
Milhares de cidadãos marroquinos forçam entrada em Ceuta pelas praias
Milhares de cidadãos marroquinos forçam entrada em Ceuta pelas praias
Milhares de cidadãos marroquinos forçam entrada em Ceuta pelas praias
Milhares de cidadãos marroquinos forçam entrada em Ceuta pelas praias
Milhares de cidadãos marroquinos forçam entrada em Ceuta pelas praias
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Milhares de cidadãos marroquinos forçam entrada em Ceuta pelas praias
Milhares de cidadãos marroquinos forçam entrada em Ceuta pelas praias
Milhares de cidadãos marroquinos forçam entrada em Ceuta pelas praias
Mais de oito mil migrantes entraram a nado no enclave espanhol de Ceuta desde a madrugada de segunda-feira, perante a total passividade das autoridades marroquinas, que só esta terça-feira, ao fim de mais de 36 horas, tomaram medidas para travar a passagem. Em Madrid, esta ‘invasão’ sem precedentes é vista como uma retaliação de Marrocos pelo acolhimento em Espanha do líder da Frente Polisário, para tratamento médico.

Os migrantes, na sua maioria marroquinos, lançaram-se ao mar às centenas na cidade de Fnideq e contornaram a nado o espigão que delimita a fronteira do enclave. Chegados à praia de El Tarrajal, já em território espanhol, muitos correram a esconder-se nas ruelas da cidade, enquanto outros, exaustos, ficaram no areal à espera de ajuda.

O governo espanhol mobilizou o Exército, mas os militares pouco mais podiam fazer do que esperar que os migrantes chegassem à praia para os encaminhar para os postos de assistência.

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Em pouco mais de 36 horas chegaram a Ceuta mais de 8 mil pessoas, incluindo centenas de menores. Cerca de metade dos adultos foram já devolvidos a Marrocos, enquanto os menores foram alojados em centros de acolhimento.

O PM Pedro Sánchez, que esta terça-feira foi recebido com insultos à chegada a Ceuta, garantiu que o governo fará tudo o que for preciso para defender a fronteira.

Marrocos avisa que “os atos têm consequências”
O governo espanhol acredita que a crise migratória em Ceuta foi provocada de forma deliberada por Marrocos como retaliação pela decisão de Madrid de acolher o líder da Frente Polisário, Brahim Ghali, para tratamento médico, no que afirma ter sido um “ato humanitário”. A embaixador marroquina em Espanha, Karima Benyaich, disse esta terça-feira que “nas relações entre países há atos que têm consequências e estas devem ser assumidas”.

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1415
foi o ano em que as tropas portuguesa lideradas por D. João I tomaram Ceuta aos mouros. A possessão portuguesa foi mais tarde reconhecida nos tratados de Alcáçovas (1479) e de Tordesilhas (1494). Passou para domínio espanhol em 1640, na sequência da Restauração.

Defendida com um pau
Após a conquista pelos portugueses, a cidade foi disputada por vários capitães. D. Pedro de Meneses apresentou-se ao rei com um pau usado num jogo chamado ‘aleo’ e quando D. João I lhe perguntou se conseguiria defender a cidade, respondeu: “Senhor, este pau basta-me para defender Ceuta de todos os seus inimigos.” Foi nomeado governador da cidade e o pau foi passado de mão em mão por todos os ocupantes do cargo.
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