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Correio da Manhã

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Manifestantes ameaçaram suicidar-se no Museu do Prado se não fossem ouvidos por Pedro Sánchez

Sobreviventes do envenenamento com óleo de colza, na década de 80, dizem-se “abandonados e humilhados” pelo governo.
Ricardo Ramos 20 de Outubro de 2021 às 09:13
Ameaçam suicidar-se no Museu do Prado
Ameaçam suicidar-se no Museu do Prado FOTO: reuters
Seis sobreviventes do envenenamento com óleo de colza em Espanha na década de 80 ocuparam esta terça-feira uma das mais famosas galerias do Museu do Prado, em Madrid, e ameaçaram suicidar-se se não fossem recebidos pelo PM Pedro Sánchez, que acusam de os “humilhar” e “abandonar”.

O protesto durou cerca de duas horas e os manifestantes acabaram por ser removidos pacificamente pela polícia.

Os ativistas, todos membros da plataforma Continuamos Vivos, entraram no Prado às primeiras horas da manhã e dirigiram-se à sala onde está exposto o quadro ‘As Meninas’, de Diego Velásquez, onde desenrolaram um cartaz de protesto.

Confrontados pela segurança, ameaçaram “tomar comprimidos para morrer” se não fossem recebidos por Sánchez no prazo de seis horas. Viveram-se momentos de alguma tensão com a chegada da polícia e dois dos manifestantes acabaram por ser detidos, altura em que os restantes aceitaram abandonar a sala. O governo não comentou o protesto, que visou chamar a atenção para o drama das milhares de pessoas que, quarenta anos depois, continuam a sofrer com as graves sequelas do envenenamento.

O caso remonta a 1981, quando mais de 300 pessoas morreram e dezenas de milhares de outras sofreram graves consequências de saúde após consumirem óleo de colza adulterado para uso industrial, que foi vendido ao público sem qualquer controlo.

Apenas dois dos 26 acusados foram condenados.
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