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Marcelo envia condolências pela morte de dezenas de pessoas em peregrinação em Israel

Debandada provocou pelo menos 45 mortos e cerca de 150 feridos.
Lusa 30 de Abril de 2021 às 18:36
Pelo menos 44 pessoas morrem esmagadas em festival judaico em Israel
Pelo menos 44 pessoas morrem esmagadas em festival judaico em Israel FOTO: Reuters
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, enviou esta sexta-feira uma mensagem de condolências ao seu homólogo israelita, Reuven Rivlin, pela morte dezenas de pessoas pessoas numa debandada durante uma peregrinação judaica em Israel.

"Foi com profunda consternação que tomei conhecimento das trágicas consequências do incidente ocorrido durante a peregrinação anual por ocasião do feriado judaico de Lag Baomer, no Monte Meron, e que provocou várias dezenas de mortes e mais de uma centena de feridos", lê-se na mensagem, publicada no sítio oficial da Presidência da República na Internet.

Dirigindo-se a Reuven Rivlin, Marcelo Rebelo de Sousa manifesta "solidariedade e sentidas condolências a todos os israelitas e, em particular, aos familiares das vítimas", em seu nome e em nome do povo português, "neste momento difícil".

A debandada, que provocou pelo menos 45 mortos e cerca de 150 feridos, ocorreu enquanto judeus ultraortodoxos celebravam o tradicional feriado de Lag Baomer com canções, danças e fogueiras no Monte Meron, na Galileia.

Numa mensagem em hebreu na rede social Twitter, o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, lamentou o "enorme desastre no Monte Meron" e apelou às pessoas para "rezarem para salvar os feridos".

Dezenas de milhares de pessoas participavam na noite de quinta-feira para hoje nesta peregrinação anual, em redor do presumível mausoléu do rabino Shimon Bar Yochai, um talmudista do século II da era cristã, ao qual é atribuída a redação do Zohar, obra central do misticismo judaico.

As autoridades permitiram a presença de dez mil pessoas no recinto do túmulo, mas, segundo os organizadores, mais de 650 autocarros foram fretados em todo o país. A imprensa deu conta de 100 mil pessoas no local.

Em 2019, antes da pandemia que levou ao cancelamento do evento em 2020, 250 mil pessoas participaram na peregrinação, de acordo com os organizadores.

No final de março, Israel reabriu bares e restaurantes e autorizou ajuntamentos públicos, após ter vacinado 80% da população com mais de 20 anos contra a covid-19.

No final de janeiro do ano passado, Marcelo Rebelo de Sousa participou no 5.º Fórum Mundial do Holocausto, em Jerusalém, a convite de Reuven Rivlin, que nessa ocasião o recebeu na residência oficial do Presidente do Estado de Israel.

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