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Correio da Manhã

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Milhares de britânicos correm aos supermercados para assegurar armazenamento para o Natal

Prateleiras dos supermercados denunciam cada vez mais a escassez dos bens de primeira necessidade.
Margarida Silva Martins e Marta Quaresma Ferreira(martaferreira@cmjornal.pt) 10 de Outubro de 2021 às 03:22
Prateleiras dos supermercados denunciam cada vez mais a escassez dos bens de primeira necessidade.
Prateleiras dos supermercados denunciam cada vez mais a escassez dos bens de primeira necessidade.
Prateleiras dos supermercados denunciam cada vez mais a escassez dos bens de primeira necessidade.
Prateleiras dos supermercados denunciam cada vez mais a escassez dos bens de primeira necessidade.
Prateleiras dos supermercados denunciam cada vez mais a escassez dos bens de primeira necessidade.
Prateleiras dos supermercados denunciam cada vez mais a escassez dos bens de primeira necessidade.
Prateleiras dos supermercados denunciam cada vez mais a escassez dos bens de primeira necessidade.
Prateleiras dos supermercados denunciam cada vez mais a escassez dos bens de primeira necessidade.
Prateleiras dos supermercados denunciam cada vez mais a escassez dos bens de primeira necessidade.

O Reino Unido enfrenta uma escassez de bens primeira necessidade. Os britânicos vêem as prateleiras dos supermercados vazias, depois da crise dos combustíveis que obrigou centenas de militares a conduzirem camiões-tanque para ajudar no abastecimento dos postos.

Tem sido cada vez mais difícil ir ao supermercado no Reino Unido e encontrar bens essenciais como papel higiénico, garrafas de água, carne ou fruta. Segundo o ponto de situação feito este sábado pelo Daily Mail, milhares de britânicos já começaram a armazenar comida para o Natal, numa altura em que ainda faltam mais de dois meses para celebrar a festividade.

Um estudo que envolveu mil pessoas, feito pela The Grocer, revelou que dois terços dos consumidores estão "preocupados" ou "muito preocupados" com a falta de comidas e bebidas na mesa da quadra natalícia. Centenas de milhares de clientes já fizeram reservas para garantir o almoço do dia 25 de Dezembro e um em cada três consumidores já começou a 'caça' aos mantimentos.

A cadeia de supermercados Waitrose, com 332 lojas em todo o território britânico, anunciou as reservas e datas de entrega para a altura do Natal a semana passada. No mesmo dia, até à hora de almoço, foram feitas 22 mil marcações. Já até à passada sexta-feira, o número de reservas para o Natal aumentou para 112 mil.

O organismo responsável pelas estatísticas nacionais no Reino Unido revelou que um em cada seis britânicos não conseguiu comprar bens essenciais nos últimos 15 dias, enquanto um em cada sete consumidores teve a mesma experiência em relação à compra de combustíveis. A pesquisa que ouviu 3 326 cidadãos a viver no Reino Unido revelou que quase metade da população (47%) encontra menos variedade de alimentos nas prateleiras dos supermercados. Já 17% dos inquiridos não conseguiram mesmo fazer as compras que necessitavam porque os artigos não estavam disponíveis e 14% confessam ter de ir a várias lojas para abastecer a despensa com as mesmas quantidades e produtos. 

No início de outubro, imagens de portugueses no Reino Unido a que o CM teve acesso, já davam conta da crise de produtos alimentares que os britânico enfrentam.

O governo britânico revelou que está a ponderar manter os militares que agora asseguram a distribuição de combustíveis a conduzirem também camiões de mercadorias. Boris Johnson nomeou este sábado o empresário Sir Dave Lewis para ajudar a desbloquear a crise na cadeia de abastecimento.

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