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Morreu o jornalista Max Stahl, que documentou massacre do cemitério de Santa Cruz em Timor-Leste

Anúncio foi feito pelo ex-presidente da República Democrática de Timor-Leste, José Ramos-Horta.
Correio da Manhã 27 de Outubro de 2021 às 22:54
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Morreu o jornalista Max Stahl, que documentou massacre do cemitério de Santa Cruz em Timor-Leste
Morreu esta quarta-feira o jornalista Max Stahl. Tinha 67 anos.

O anúncio foi feito pelo ex-presidente da República Democrática de Timor-Leste, José Ramos-Horta, no Facebook e confirmada à Lusa por fonte familiar. O jornalista morreu num hospital da cidade australiana de Brisbane, vítima de doença prolongada.



O nome de Max Stahl esteve ligado à história de Timor-Leste depois de ter documentado o massacre no cemitério de Santa Cruz, em Díli. O ataque foi ordenado por militares indonésios contra uma multidão de timorenses.

As imagens recolhidas pelo britânico, e que foram levadas de Timor-Leste por Saskia Kouwenberg, foram um importante ponto de viragem na luta pela independência do território, conseguida depois de um referendo de autodeterminação a 30 de agosto de 1999.

Condecorado com o Colar da Ordem da Liberdade, o mais alto galardão que pode ser dado a um cidadão pelo Estado timorense, Max Stahl viu-lhe atribuída a nacionalidade timorense.

Christopher Wenner, que começou a ser conhecido como Max Stahl, iniciou a sua ligação a Timor-Leste a 30 de agosto de 1991 quando, "disfarçado de turista", entrou no território para filmar um documentário para uma televisão independente inglesa.

Entrevistou vários líderes da resistência e, depois de sair por causa do visto, acabou por regressar, entrando por terra, acabando, a 12 de novembro desse ano por filmar o massacre de Santa Cruz.

Max Stahl estava na Austrália há algum tempo, para onde teve que viajar para tratamentos médicos.

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