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Morte acaba com festa ilegal com milhares de jovens em Itália

Ajuntamento desde 15 de agosto chegou a contar com 10 mil pessoas.
Lusa 19 de Agosto de 2021 às 12:02
Morte acaba com festa ilegal com milhares de jovens em Itália
Morte acaba com festa ilegal com milhares de jovens em Itália FOTO: Direitos Reservados

Uma festa ilegal com cerca de 10 mil pessoas no centro de Itália foi encerrada e as pessoas começaram a deixar o local na noite de quarta-feira, após a morte de um participante, disseram esta quinta-feira as autoridades locais.

Os milhares de jovens de vários países europeus que participaram na festa realizada de forma ilegal numa área privada das margens do Lago Mezzano, na região do Lácio, começaram a deixar a área após a polémica desencadeada pela festa e a morte de um participante.

De acordo com as forças de segurança que acompanharam a saída dos participantes e identificaram alguns destes, estão atualmente cerca de 250 pessoas na área, depois de os organizadores terem decidido encerrar a festa, que começou em 15 de agosto e chegou a reunir cerca de 10.000 pessoas.

O evento ilegal, que os organizadores esperavam continuar até ao próximo dia 23 de agosto, foi duramente criticado pelo autarca de Valentano (província de Viterbo), Stefano Bigiotti, por "comprometer a segurança de toda a comunidade local, não apenas pelos altíssimos riscos associados à emergência epidemiológica", mas também por possíveis danos ambientais.

Bigiotti expressou a esperança de que "os culpados desta iniciativa perversa e vergonhosa possam ser identificados e levados à justiça sem demora".

A polémica intensificou-se com a morte de um jovem ítalo-inglês, de 25 anos, cujo corpo foi encontrado por mergulhadores no lago. Os amigos alegaram que o jovem havia entrado no lago durante a noite, referiram fontes policiais italianas.

Apesar da morte, a festa não parou e cinco dos participantes foram hospitalizados por excesso de álcool e uso de drogas. Um deles testou positivo para o novo coronavírus. Além disso, de acordo com o jornal La Repubblica, houve três denúncias de violações e foram avistados cães que morreram de calor e fome.

Políticos como o líder da Liga, Matteo Salvini, pediram que a ministra do Interior italiana, Luciana Lamorgese, seja responsabilizada por não ter agido diante dessa situação "totalmente descontrolada".

O diário La Repubblica citou o delegado do Governo em Viterbo, Giancarlo Sant'Elia, que explicou que "a retirada foi impossível, visto que os milhares de participantes estavam espalhados por uma área de 30 hectares". Agora, a autarquia terá que enfrentar a limpeza do terreno e avaliar os danos.

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