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Mulher drogada por marido que a vendia online para ser violada por dezenas de homens

Homem queria deixá-la inconsciente para "vendê-la" na internet como objeto sexual para estranhos.
Correio da Manhã 30 de Setembro de 2021 às 16:26
Polícia francesa
Polícia francesa FOTO: Getty Images

O caso está a chocar França. A polícia francesa desencadeou uma operação na qual deteve 44 pessoas ligadas a um caso de violação de uma mulher inconsciente. 

O marido drogou a vítima durante uma década de forma a deixá-la inconsciente para "vendê-la" na internet como objeto sexual para estranhos.

De acordo com o jornal El País, a vítima de 60 anos não teria noção dos abusos de que era alvo.

33 dos detidos encontram-se atualmente em prisão preventiva, incluindo o marido de 68 anos que esteve casado com a vítima durante meio século e com quem teve três filhos.

"Aqui está tudo comprovado, mesmo que a vítima, inconsciente durante as violações, não se lembre de nada", sublinhou o comissário da Polícia Judiciária de Avignon, Jérémie Bosse Platière, em declarações à agência France Press.

Descoberta do caso
As autoridades tiveram conhecimento do caso em 2020, de forma involuntária, depois de o marido da vítima ter sido apanhado por um segurança de uma loja a filmar por baixo da saia das clientes.

A polícia apreendeu o computador do suspeito e foi nesse momento que descobriu o horror em que a mulher vivia: vídeos da vítima, inconsciente, enquanto era violada por vários homens contratados através da internet.

O marido acabou por recuperar o telemóvel meses após a apreensão, ao mesmo tempo que a polícia contactou a mulher para a informar dos crimes de que havia sido vítima. 
De acordo com a polícia, a mulher teria sido drogada 225 vezes num único ano. 

Após uma operação policial, que durou um ano, o marido foi um dos detidos e começou por negar os factos, confessando depois que a esposa teria sido violada por 30 a 50 homens durante 10 anos, segundo avança o jornal Le Midi.

História chocante
Entre os detidos estava um bombeiro, um jornalista e um guarda prisional, todos com idades compreendidas entre os 24 e os 71.

Um dos suspeitos de participar nos abusos viria a morrer, revelou o Ministério Público aos órgãos de comunicação franceses.

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