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Correio da Manhã

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Mulher indiana morre após ser violada com uma barra de ferro

Vítima foi encontrada inconsciente dentro de um autocarro na Índia. O caso aconteceu na última sexta-feira.
13 de Setembro de 2021 às 11:58
Cinco homens atacaram a jovem de 21 anos pela primeira vez em 2013
Cinco homens atacaram a jovem de 21 anos pela primeira vez em 2013 FOTO: Getty Images

Uma mulher indiana foi alegadamente agredida e violada na última sexta-feira em Mumbai, uma das maiores cidades da India.

A vítima de 34 anos, encontrada inconsciente dentro de um autocarro aberto, no bairro suburbano de Sakinaka, terá sido agredida e violada com recurso a uma barra de ferro, de acordo com o comissário da polícia de Mumbai, Hemant Nagrale, citado pela CNN.

A mulher chegou a ser internada no hospital mas morreu, este sábado, na sequência dos ferimentos graves.

A polícia já conseguiu prender um suspeito que ficará sob custódia até ser formalmente acusado e que poderá enfrentar a pena de morte, caso seja considerado culpado. O inspetor-chefe da polícia de Sakinaka, Balwant Deshmukh, disse à CNN que a vítima e o suposto autor do crime eram ambos sem-abrigo.

Os contornos do caso voltaram a chamar a atenção para a elevada taxa de violações sexuais que acontecem no país. A ativista pelos direitos das mulheres Yogita Bhayana disse que o caso "abalou a nação mais uma vez" porque foi "incrivelmente semelhante" à violação e homicídio da estudante Nirbhaya em 2012, na capital da Índia, Nova Deli.

Nirbhaya - um pseudónimo dado à vítima, que significa "destemida" - foi violada e agredida com barras de ferro e sofreu ferimentos fatais. A vítima de 23 anos morreu duas semanas após o ataque num hospital em Singapura.

O caso ocorrido em 2012 lançou a discussão sobre os casos de agressão sexual na Índia e motivou milhões de mulheres a protestar por leis mais duras para os casos de violência contra o sexo feminino. 

"Depois do caso Nirbhaya, pensámos que as coisas iriam mudar, mas continuamos a ouvir sobre casos de violação todos os dias. Não passa um único dia sem que ouçamos falar de um", disse Bhayana, citada pela CNN. "Como ativistas, pressionamos e investigamos o governo e a nação, mas quando ouvimos falar de tal brutalidade, sentimo-nos impotentes", acrescentou.

Depois do caso Nirbhaya, foram aprovadas penas mais severas para violações, novas medidas para acelerar os processos judiciais e uma redefinição do conceito de violação que abrangesse também a "penetração anal e oral". Mas, a realidade é que os casos de violação no país continuam a acontecer.

De acordo com os últimos dados disponíveis do National Crime Records Bureau da Índia, mais de 32 mil casos de alegadas violações contra mulheres foram registados em 2019, o que significa que de 17 em 17 minutos uma mulher é violada na Índia.

Números preocupantes mas que estão longe de uma realidade ainda mais dura. De acordo com um estudo de 2018, baseado num inquérito a quase 80 mil mulheres, 99,1% dos casos de violência sexual não chegam a ser reportados.

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