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Correio da Manhã

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Mulheres afegãs proibidas de lecionarem e frequentarem Universidade de Cabul

Proibição mantém-se "até que um ambiente islâmico seja criado".
Correio da Manhã 28 de Setembro de 2021 às 17:43
Jovens afegãs
Jovens afegãs FOTO: Reuters

As mulheres vão deixar de poder lecionar ou frequentar aulas na Universidade de Cabul, no Afeganistão, "até que um ambiente islâmico seja criado", anunciou o novo diretor nomeado pelos talibãs, na segunda-feira. Esta é a mais recente medida que visa excluir as mulheres do Afeganistão da vida pública.

"Enquanto o verdadeiro ambiente islâmico não for fornecido a todos, as mulheres não terão permissão para ir às universidades ou trabalhar. O Islão primeiro", disse Mohammad Ashraf Ghairat na sua conta oficial no Twitter.

Na manhã de segunda-feira, Ghairat divulgou no Twitter que a universidade está a trabalhar num plano para apropriar o ensino de alunas a mulheres, mas não disse quando estaria concluído.

A nomeação de Ghairat como reitor da Universidade de Cabul pelos talibãs foi recebida com uma onda de críticas devido à falta de habilitações do mesmo. Ghairat afirmou, no entanto, que se sentia "totalmente qualificado para ocupar esta cadeira".

O diretor também expôs a sua visão para a instituição, revelando que o objetivo do estabelecimento é transformar-se num centro para "todos os verdadeiros muçulmanos à volta do mundo se reunirem, pesquisarem e estudarem".
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