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Mundo "precisa de novas visões" e que os jovens "tenham sonhos", defende Tolentino Mendonça

Cardeal considerou que o mundo estrá "fatigado por esta travessia pandémica que ainda dura" e que exige "vigilância e responsabilidade".
Lusa 13 de Maio de 2021 às 12:02
D. José Tolentino Mendonça
José Tolentino de Mendonça
D. José Tolentino Mendonça
José Tolentino de Mendonça
D. José Tolentino Mendonça
José Tolentino de Mendonça
O cardeal Tolentino Mendonça defendeu esta quinta-feira que um mundo afetado pela pandemia "precisa de novas visões" e apelou aos jovens portugueses para que, em vez de medo, "tenham sonhos".

Na homilia da missa evocativa da primeira aparição de Fátima, o cardeal considerou que "o mundo fatigado por esta travessia pandémica que ainda dura" e que exige "vigilância e responsabilidade, não tem apenas fome e sede de normalidade".

"Precisa de novas visões, de outras gramáticas, precisa que arrisquemos ter sonhos", frisou José Tolentino Mendonça, que preside à peregrinação internacional de maio ao Santuário de Fátima, que hoje termina.

Neste âmbito, o cardeal dirigiu-se especialmente aos jovens portugueses que vão acolher o Papa Francisco, em 2023, na Jornada Mundial da Juventude (JMJ), em Lisboa.

"Eu quero dizer a partir de Fátima: em vez de ter medo, tenham sonhos. Descubram que Deus é aliado dos vossos sonhos mais belos. Ousem sonhar um mundo melhor. Sintam que o futuro depende da qualidade e da consistência dos vossos sonhos", apelou.

A JMJ é o maior evento organizado pela Igreja Católica. Inicialmente prevista para agosto de 2022, a jornada em Lisboa foi adiada um ano devido à pandemia de covid-19.

Portugal será o segundo país lusófono, depois do Brasil, a acolher uma Jornada Mundial da Juventude, criada em 1985 pelo Papa João Paulo II (1920-2005).

O cardeal considerou que, "numa hora de encruzilhada da história" como aquela que se vive, é urgente não só a reconstrução económica, mas também "um relançamento espiritual".

"Sem o pão não vivemos, mas não vivemos só de pão. Os maiores momentos de crise foram superados infundindo uma alma nova, propondo caminhos de transformação interior e de reconstrução espiritual da nossa vida comum", afirmou.

Segundo Tolentino Mendonça, "a experiência da pandemia e a crise poliédrica e global que ela instaurou representam igualmente para a contemporaneidade um imenso desafio a renascer".

"A consciência das cinzas deve responsabilizar-nos ainda mais na procura do fogo. Pois não basta voltarmos exatamente ao que éramos antes: é preciso que nos tornemos melhores. É preciso um suplemento de alma. É preciso que desconfinemos o nosso coração", sublinhou.

Dirigindo-se aos 7.500 peregrinos que conseguiram lugar dentro do recinto do santuário, aos quais se juntaram mais umas centenas no exterior, o cardeal disse que se considera um deles.

"A mensagem de Fátima vista de fora parece formatada e austera. E muitos, olhando à superfície o santuário, veem apenas a dramática expressão de tantas lágrimas, demandas e promessas. Mas os peregrinos de Fátima experimentam que é muito mais do que isso", sustentou.

No seu entender, os peregrinos chegam a Fátima "sempre de mãos vazias", mas partem com "um sonho".

"Fátima ensina como se ilumina um mundo que está às escuras. Seja o pequeno mundo do nosso coração, seja o coração do vasto mundo", acrescentou. 

O limite de 7.500 pessoas estipulado para as celebrações da peregrinação internacional de maio ao Santuário de Fátima, que hoje termina, foi atingindo pelas 08:50, revelou à agência Lusa fonte oficial da instituição.

A lotação foi alcançada poucos minutos antes do início das celebrações, que começaram às 09:00 com a recitação do terço. Seguiu-se a missa, que incluiu uma palavra dirigida aos doentes, e a procissão do adeus.

Na quarta-feira, a lotação máxima de 7.500 pessoas foi atingida às 20:25, cerca de uma hora antes do início da peregrinação aniversária de maio no Santuário de Fátima.

 

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