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Nave atracou com sucesso na estação espacial da China para uma missão de seis meses. Veja as imagens

Três astronautas entraram no módulo central da estação espacial "Tianhe" por volta das 10h00, disse a Agência Espacial Tripulada da China.
Lusa 16 de Outubro de 2021 às 10:38
Tiangong
Tiangong FOTO: Getty Images
Três astronautas entraram este sábado na estação espacial da China para uma missão de seis meses e começaram a trabalhar depois de terem atracado com sucesso, a bordo da nave espacial Shenzhou-13.


Os astronautas, dois homens e uma mulher, foram vistos a flutuar ao redor do módulo, através de um vídeo em direto, antes de afirmarem que se comprometem a fazer o melhor para o cumprimento das suas missões.

A nave espacial foi lançada pelo foguete "Long March-2F" às 00h23 locais de sábado e acoplada ao módulo central "Tianhe" da estação espacial de "Tiangong" às 06h56.

Os três astronautas entraram no módulo central da estação espacial "Tianhe" por volta das 10h00, disse a Agência Espacial Tripulada da China.

Estes três astronautas são a segunda tripulação na estação espacial, lançada em abril passado, onde uma primeira tripulação ficou três meses.

A nova tripulação inclui os veteranos de viagens espaciais Zhai Zhigang, com 55 anos, e Wang Yaping, com 41, além de Ye Guangfu (41 anos), que está a fazer a sua primeira viagem ao espaço.

"Vamos cooperar uns com os outros, conduzir as manobras com cuidado e tentar realizar todas as tarefas com sucesso nesta ronda de exploração do universo", disse, no vídeo, Wang, a primeira mulher chinesa na estação espacial de "Tiangong".

A tripulação fará três caminhadas espaciais para instalar equipamento de preparação para a expansão da estação, irá avaliar as condições de vida no módulo "Tianhe" e conduzir experiências em medicina espacial, entre outras tarefas.

O programa espacial militar da China prevê enviar várias tripulações para expandir a estação nos próximos dois anos.

A estação ficará a pesar 66 toneladas depois de lhe serem adicionadas mais duas secções, denominadas "Mengtian" e "Wentian", e será muito menor do que a Estação Espacial Internacional, que lançou o seu primeiro módulo em 1998 e pesa cerca de 450 toneladas.

Dois outros módulos chineses devem ser lançados antes do final do próximo ano, durante a permanência da tripulação Shenzhou-14, que ainda não foi nomeada.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros da China renovou na sexta-feira o seu compromisso de cooperação com outras nações no uso pacífico do espaço.

O porta-voz do ministério, Zhao Lijian, afirmou que a China "continuará a estender a profundidade e a amplitude da cooperação e do intercâmbio internacional" em voos espaciais tripulados e "fará contribuições positivas para a exploração dos mistérios do universo".

A China foi excluída da Estação Espacial Internacional devido às objeções dos EUA sobre a natureza secreta e as ligações militares do programa chinês, mas o país asiático está a cooperar com especialistas espaciais de outros países, nomeadamente da França, Suécia, Rússia e Itália.

As autoridades chinesas disseram que esperam hospedar astronautas de outros países a bordo da estação espacial assim que ela se tornar totalmente funcional.

A China lançou sete missões tripuladas com um total de 14 astronautas a bordo - dois voaram duas vezes - desde 2003, quando se tornou o terceiro país, depois da ex-União Soviética e dos Estados Unidos, a colocar uma pessoa no espaço por conta própria.

A China também expandiu o seu trabalho na exploração lunar e de Marte, onde este ano conseguiu pousar a sua sonda espacial "Tianwen-1", transportando o robot "Zhurong", que está a explorar evidências de vida no planeta vermelho.

O país expressou ainda o desejo de levar pessoas à Lua e possivelmente construir lá uma base científica, embora nenhum cronograma para estes projetos tenha sido proposto.

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