Barra Cofina

Correio da Manhã

Mundo
1

Nova vaga de ciberataques em curso na Europa

Ataque começou por paralisar a Ucrânia, mas está a alastrar a vários países.
J.C.M. e Daniela Espírito Santo 27 de Junho de 2017 às 15:37
Num supermercado de Kiev, todos os computadores das caixa parecem infetados
Computadores infetados exibem pedido de resgate para voltarem a funcionar
Exigência de pagamento de resgate surge nos ecrãs dos computadores infetados
Computadores infetados exibem pedido de resgate para voltarem a funcionar
Passageiros do aeroporto de Kiev sofreram com os caos provocado pelo ciberataque
Num supermercado de Kiev, todos os computadores das caixa parecem infetados
Computadores infetados exibem pedido de resgate para voltarem a funcionar
Exigência de pagamento de resgate surge nos ecrãs dos computadores infetados
Computadores infetados exibem pedido de resgate para voltarem a funcionar
Passageiros do aeroporto de Kiev sofreram com os caos provocado pelo ciberataque
Num supermercado de Kiev, todos os computadores das caixa parecem infetados
Computadores infetados exibem pedido de resgate para voltarem a funcionar
Exigência de pagamento de resgate surge nos ecrãs dos computadores infetados
Computadores infetados exibem pedido de resgate para voltarem a funcionar
Passageiros do aeroporto de Kiev sofreram com os caos provocado pelo ciberataque
Uma nova vaga de ataques informáticos deixou esta terça-feira vários serviços e empresas da Ucrânia paralisados, desde logo o aeroporto de Kiev, que viu a sua operação muito condicionada.

Também os sistemas da central nuclear Chernobyl foram afetados por este ciberataque, com os técnicos da central nuclear ucraniana a serem forçados a recorrer a um método mais tradicional, como a utilização de contadores Geiger (aparelho utilizado para detetar diferentes tipos de radiações).


O país será mais o atingido por um programa malicioso que, inicialmente, foi tido como o 'petya', que foi detetado pela primeira vez em 2016 e tem muitas semelhanças com o 'wannacry', o software que infetou milhares de computadores em todo o mundo no mês de maio.

No entanto, a empresa russa de segurança informática Kaspersky garante que este é um tipo de ataque nunca antes visto e batizou-o de 'notpetya', para contrariar a associação inicial.

O ataque está a espalhar-se rapidamente a vários países, como a Rússia, Reino Unido, Dinamarca, Holanda ou Espanha. Já há, pelo menos, duas mil entidades afetadas um pouco por todo o planeta.




Ao que o CM apurou, também já haverá empresas com escritórios em Portugal a serem afetadas por este vírus. Desconhece-se, para já, de que forma o mesmo chegou até ao nosso país ou se alguma grande empresa nacional foi afetada em grande escala, mas o Centro Nacional de Cibersegurança diz que está atento ao que se está a passar e o Serviço Nacional de Saúde desligou o seu serviço de email e o acesso à Internet por prevenção.

Atacantes pedem resgate

Tal como aconteceu com o 'wannacry', os computadores infetados exibem mensagens em que é exigido dinheiro para que voltem a funcionar. O montante é o mesmo - 300 dólares (265 euros) a pagar em bitcoin, a moeda vitual usada na Internet. 

O vice-primeiro-ministro Pavlo Rozneko confirma que toda a rede de computadores do governo ucraniano ficou em baixo, bem como os sistemas do banco central. Descrito como "o maior ataque de sempre" no país, está também a afetar as empresas que distribuem energia elétrica. Metro de Kiev e lojas também foram afetadas.

ataque informático ultrapassa fronteiras e faz-se notar em várias partes da Europa:

- Na Rússia, a empresa de produção de combustíveis Rosneft sofreu ataques nos seus servidores. Outras grandes empresas reportam danos no sistema informático.

- Na Dinamarca, o alvo foi a Maersk, uma das maiores companhias de transporte marítimo do mundo. Uma empresa filial da companhia dinamarquesa na Rússia fico ucom os sistemas bloqueados devido ao ataque.


- Outra empresa subsidiária da Maersk, a APM Terminals, teve de encerrar 17 terminais de contentores em todo o mundo, dois dos quais no porto de Roterdão, Holanda, o maior da Europa.

- No Reino Unido, a WPP, a maior agência de publicidade do mundo, também foi afetada.

- Em Espanha, surgem notícias de computadores infetados em várias empresas multinacionais que operam no país, como a DLA, Mondelez, Maersk, Merck.

O que fazer?

A empresa russa de cibersegurança Kaspersky sugere que as empresas atualizem o software Windows em todos os computadores como forma de prevenir eventuais ataques.

Para além disso, é também recomendado que se verifique qual o software antivirus instalado nas máquinas, bem como fazer uma cópia de segurança de material sensível que não se possa perder.
Ucrânia Rússia Kiev ciberataque vírus informática computadores reino unido
Ver comentários