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"O meu sonho é que estejamos juntas": Mãe de irmãs desaparecidas desespera após novas pistas

Garrafa de oxigénio e lençol pertencentes a Tomás Gimeno, pai das meninas e suspeito do rapto, encontrados pelas autoridades.
Correio da Manhã 9 de Junho de 2021 às 17:19
"Tantos sonhos por viver minha Oli, tanto para partilhar junto com a tua irmã Anna, nós três juntas". Foi desta forma que Beatriz, mãe de Olivia e Anna, reagiu às recentes notícias de que uma garrafa de oxigénio e um lençol pertencentes a Tomás Gimento foram encontrados no fundo do mar. 

A mãe das duas meninas partilhou um vídeo da filha mais velha, Olivia, de seis anos, onde esta surge a apreciar um vestido de noiva. Na publicação feita no Twitter, Beatriz revela o seu sonho. "O meu único sonho é que estejamos juntos e que seja o que for que o futuro nos espera, nada nos separa". 



Joaquín Amills, presidente da associação SOS Desaparecidos e porta-voz de Beatriz, garantiu à Antena 3 que a descoberta destes objetos foi um duro golpe para a mãe das meninas. "A Beatriz está muito mal", assegurou. 

De acordo com o jornal El País, ambos os objetos serão submetidos a uma análise para tentar confirmar se eles podem fornecer pistas sobre o paradeiro dos menores.

A garrafa e o lençol de uma capa de edredom estavama uma profundidade de cerca de mil metros.

Foi esta segunda-feira que o sonar e o robô do navio 'Ángeles Alvariño' - que está empenhado nas buscas pelas duas meninas - detetou os dois objetos que a investigação da Guardia Civil confirmou pertencerem ao pai de Olivia e Anna, principal e único suspeito do rapto das filhas. 

A embarcação oceanográfica, que encerrou os trabalhos de buscas na terça-feira, ficará pelo menos até ao próximo dia 14 no local, dependendo de como evoluir a busca. Este navio, que possui um sonar e um robô submarino, funciona sem parar dia e noite e, desde que se juntou à busca pelas meninas e pelo pai, já rastreou cerca de dezesseis quilómetros quadrados.

A área escolhida para realizar as buscas no mar foi definida pela tripulação de Ángeles Alvariño e pela Guarda Civil com base na localização do telemóvel de Tomás Gimeno na noite de 27 de abril, quando fez duas viagens ao mar.

O barco de Tomás Gimeno foi encontrado vazio pelas autoridades, à deriva e sem âncora.
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