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OMS adverte contra "decisões precipitadas" apesar da redução dos números da Covid na Europa

Organização Mundial da Saúde refere que há baixos números da vacinação.
Lusa 11 de Fevereiro de 2021 às 12:51
Tedros Adhanom Ghebreyesus OMS
Tedros Adhanom Ghebreyesus OMS
Os números de novos casos e mortes diárias com covid-19 baixam na Europa, mas a Organização Mundial de Saúde (OMS) advertiu esta quinta-feira contra "decisões precipitadas" sobre levantamento dos confinamentos, notando os baixos números da vacinação.

A descida na incidência de novos casos de contágio pelo novo coronavírus também "esconde um número crescente de surtos e transmissão comunitária" atribuída a "novas variantes preocupantes" do SARS-CoV-2, como a que foi descoberta na África do Sul.

"A esmagadora maioria dos países europeus continua vulnerável", sintetizou o diretor regional da OMS para a Europa, Hans Kluge, numa conferência de imprensa virtual a partir da sede europeia da organização, em Copenhaga.

Citando números de 29 dos 37 países do continente que começaram campanhas de vacinação, o responsável indicou que "7,8 milhões de pessoas completaram a sua imunização, o que é equivalente a apenas 1,5 por cento da população desses países".

Hans Kluge considerou que há uma "fronteira ténue entre a esperança trazida pelas vacinas e uma falsa sensação de segurança" e que o surgimento de novas variantes, algumas mais contagiosas, como a que foi descoberta no Reino Unido significam que é preciso "fazer tudo para reduzir a transmissão e reduzir as mutações que podem influenciar a eficácia das vacinas".

A variante descoberta na África do Sul foi detetada em 19 países europeus e embora "a transmissão comunitária no continente ainda não esteja disseminada, essa variante foi ligada a um número crescente de surtos".

"Se não contivermos a transmissão agora, os benefícios expectáveis das vacinas para controlar a pandemia podem não ser evidentes", notou.

Hans Kluge defendeu que são necessárias "decisões ponderadas nesta altura crítica".

"Uma e outra vez, vimos países a reabrirem demasiado depressa e a perderem conquistas que custaram. As decisões sobre medidas de saúde pública precisam de se apoiar em dados da avaliação epidemiológica e na capacidade do sistema de saúde", salientou.

As vacinas são "essenciais, mas por agora, não chegam para controlar a pandemia", afirmou.

"Os fabricantes terão que se ajustar à evolução do vírus e é importante ter um arsenal diverso de vacinas de várias plataformas tecnológicas para usar em contextos variados", declarou Hans Kluge.

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