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Correio da Manhã

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ONU recua na Somália

As Nações Unidas retiraram a sua equipa de funcionários da cidade de Jowhar, na Somália, onde a chegada de tropas milicianas aumentou a probabilidade de confrontos armados com facções rivais.
8 de Setembro de 2005 às 20:04
O governo de transição da Somália está dividido em duas facções a respeito do local a eleger como capital do país. Uma facção, liderada pelo presidente Abdullahi Yussuf, aponta para Jowhar; a outra persiste em manter a capital em Mogadishu.
A chegada de tropas fortemente armadas a Jowhar levou a ONU a retirar os seus 13 funcionários naquela cidade para Nairobi (Quénia) e Wajid (Somália). A facção pró-Mogadishu, liderada por um conjunto de senhores de guerra, acusa Yussuf (aliado da Etiópia) de ter reforçado as suas fileiras com soldados etíopes. A facção de Yussuf nega, mas a mera suspeita pode despoletar violentos confrontos.
A Somália não tem um governo central viável e eficaz desde que senhores da guerra deposeram o ditador Mohamed Siad Bare, em 1991, inaugurando uma era de anarquia e 'lei da bala'.
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