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Pai mata filho de 13 anos após menor encontrar fotos do progenitor vestido com roupa interior de mulher

Defesa do alegado homicida diz que menor terá sido morto "por um urso ou um leão".
Correio da Manhã 23 de Junho de 2021 às 15:22
Dylan tinha 13 anos
Dylan tinha 13 anos FOTO: Direitos Reservados

Dylan Redwine, um menino norte-americano, natural de Denver, de apenas 13 anos, foi assassinado pelo próprio pai após ter descoberto fotografias do progenitor vestido com roupa interior de mulher, segundo relatou a acusação em tribunal, no julgamento de Mark, o pai da criança.

O menino desapareceu depois do jantar de Ação de Graças, em 2012, tendo o progenitor sido detido em 2017. O caso só agora chega aos tribunais, após ter sido adiado o julgamento várias vezes ao longo dos últimos anos.

Na sessão da última semana, o procurador Fred Johnson confrontou o arguido com o facto de o menor ter encontrado fotografias do pai em poses comprometedores, vestido com roupa interior feminina e em atos depravados com uma fralda, afirmando que Dylan ficou apoquentado e, ao questionar o pai, desencadeou uma violenta reação.

Já o advogado de defesa de Mark rejeita esta tese, dizendo que as fotografias comprometedoras "são do mais profundo da vida privada" do arguido e "nada têm a ver com a morte". "O Sr. Redwine não assassinou o filho", argumentou, sustentando que Dylan desapareceu espontaneamente de casa e que poderá ter sido morto por um urso ou um leão, uma vez que o crânio do menor, encontrado numa zona florestal, aparenta ter a marca de um dente.

Segundo mostrou a acusação, Dylan vivia com a mãe após o divórcio dos pais. Não queria ir a casa do pai passar o Dia de Ação de Graças e foi ‘obrigado’ pelo acordo que os pais tinham assinado na separação. O procurador garantiu que irá provar que Dylan foi morto pelo pai na sala, antes do corpo ser atirado por Mark a uma zona de mato, tendo depois este mentido durante meses a fio à polícia.

As testemunhas começam a ser ouvidas na próxima terça-feira.

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