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Correio da Manhã

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Peritos buscam sinais de polónio

O corpo do histórico líder palestiniano Yasser Arafat foi ontem exumado para a realização de testes científicos que permitam acabar de vez com as teorias da conspiração sobre as causas da sua morte, ocorrida em 2004.
28 de Novembro de 2012 às 01:00
Honras militares antes da exumação do corpo do antigo líder palestiniano
Honras militares antes da exumação do corpo do antigo líder palestiniano FOTO: ammar awad/reuters

Numa operação delicada que decorreu sob fortes medidas de segurança e longe dos olhares dos jornalistas, o mausoléu onde está sepultado Arafat, em Ramallah (Cisjordânia), foi aberto por uma equipa de técnicos e peritos forenses internacionais. Ao contrário do previsto, os restos mortais do antigo líder palestiniano não chegaram a ser retirados do túmulo, tendo um médico procedido à recolha de amostras para posterior análise. No total, foram recolhidas 20 amostras, que agora serão analisadas separadamente por equipas de peritos franceses, suíços e russos. Os resultados deverão ser conhecidos dentro de três ou quatro meses.

O objectivo das análises é apurar se Arafat foi ou não envenenado com polónio-210, a mesma substância radioactiva usada para matar o espião russo Alexander Litvinenko em Londres, em 2006. As suspeitas foram levantadas no passado Verão, quando uma reportagem da Al Jazeera apurou que vários objectos usados por Arafat nos seus últimos dias – incluindo o ‘keffiyeh’, o lenço tradicional que era a sua imagem de marca – apresentavam vestígios elevados de polónio.

Os médicos que assistiram Arafat em Paris, antes da sua morte, garantem, porém, que os sintomas que apresentava eram incompatíveis com o envenenamento por radiação.

Arafat exumado corpo
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