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Correio da Manhã

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PM timorense apela ao investimento externo

Timor-Leste assinala esta segunda-feira o 30.º aniversário da proclamação unilateral da independência. O primeiro-ministro timorense, Mari Alkatiri, defendeu em Díli a opção do Governo pela economia de mercado para incentivar o investimento externo no país.
28 de Novembro de 2005 às 12:31
O primeiro-ministro timorense, Mari Alkatiri, defende a potencialização do investimento externo
O primeiro-ministro timorense, Mari Alkatiri, defende a potencialização do investimento externo FOTO: d.r.
Na sessão de abertura das comemorações dos 30 anos de independência timorense, Alkatiri afirmou que a economia, face às condições políticas e sociais que rodearam a independência restaurada em 2002, necessita de uma "dose de criatividade", baseando-se no princípio da lei do mercado e norteando-se pela concorrência e competitividade.
As medidas que o governo timorense pretende implementar para cativar o investimento externo são reduzir os custos para as empresas operarem no país, criando um pacote de incentivos, e diminuir os custos de produção tanto para a criação de novas iniciativas como para a expansão de unidades já existentes. Simultaneamente, o governo vai apostar também na redução do défice comercial provocado por importações que chegam aos 173 milhões de euros e exportações que não passam dos seis milhões de euros.
A intervenção de Alkatiri decorreu no âmbito de uma conferência de investidores destinada a divulgar as potencialidades do país para o investimento externo, que contou com a presença de mais de uma centena de empresários representantes de 35 empresas de vários sectores de actividade, provenientes da Austrália, China e Macau, Portugal, EUA, Koweit e Indonésia.
EX-MILÍCIAS INDONÉSIAS CRIAM ORGANIZAÇÃO
Entretanto, ficou também hoje a saber-se que os membros das milícias pró-Indonésia que invadiram Timor Leste em 1999 formaram uma nova organização que visa a protecção dos direitos e privilégios dos ex-milicianos.
Eurico Guterres, antigo líder da milícia Aitarak (espinho vermelho), acusado de crimes contra a Humanidade devido aos ataques perpetrados contra os defensores da independência em Timor-Leste, vai liderar a organização. “As milícias lutaram para manterem a Indonésia intacta, arriscando as suas vidas, mas cedo foram esquecidas pelo governo que as abandonou”, justifica.
Os ex-milicianos pró-Indonésia perderam o estatuto de cidadania em Timor-Leste e muitos vivem espalhados pelas fronteiras que separam Timor-Leste da Indonésia.
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