Barra Cofina

Correio da Manhã

Mundo
5

Podemos ultrapassa PSOE e ameaça PP

Sondagens dão pior resultado de sempre aos socialistas.
Francisco J. Gonçalves 7 de Junho de 2016 às 08:05
Iglesias e Alberto Garzón criaram o Unidos Podemos, que junta Podemos e Esquerda Unida para liderar a esquerda
Iglesias e Alberto Garzón criaram o Unidos Podemos, que junta Podemos e Esquerda Unida para liderar a esquerda FOTO: Reuters
A liderança da esquerda espanhola já não pertence aos socialistas do PSOE. De acordo com sondagens ontem publicadas pela imprensa de Espanha, os socialistas serão os mais castigados nas legislativas de dia 26. A nova aliança Unidos Podemos, que junta o Podemos, de Pablo Iglesias, com a Esquerda Unida (IU), de Alberto Garzón, bate o PSOE, obtendo 23 a 25% dos votos, e está a apenas a seis pontos do PP, do primeiro-ministro em funções, Mariano Rajoy, que deverá vencer com 28 a 31%.

As sondagens deixam ainda mais fragilizado o contestado líder socialista, Pedro Sánchez, que falhou a formação de um governo de aliança à esquerda após as eleições de 20 de dezembro de 2015 e que pode ver o seu partido eleger apenas 77 deputados, 13 abaixo dos que conseguiu em dezembro.

Acresce que Sánchez pode cometer a proeza negativa de deixar o partido abaixo da barreira psicológica dos 20%. Susana Díaz, rival socialista e líder da Junta da Andaluzia, alertou já que não é admissível perder a liderança da esquerda.

Quem beneficia com a queda do PSOE é a alternativa de esquerda. O Unidos Podemos poderá somar mais nove deputados do que em 2015, quando os partidos foram a votos separados. Nessa altura, elegeram 71 deputados: 69 do Podemos e 2 da IU.

O partido conservador Cidadãos, de Albert Rivera, mantém-se em quarto, subindo dos 13,9% de dezembro para 14% a 16%, o que o deixa perto do PSOE. Os valores mais elevados da projeção, neste caso como no dos restantes partidos, são antecipados pelo estudo da Metroscopia publicado pelo ‘El País’. Os outros valores são os antecipados pela Sigma Dos para o jornal ‘El Mundo’. A previsão do ‘El Mundo’ só dá valor mais elevado no caso do PP: fala de 31%, enquanto o estudo publicado no ‘El País’ prevê 28,5% para o partido no poder.