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Correio da Manhã

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Políticos condenados por homicídio e tráfico concorrem às eleições municipais no Brasil

Candidatos com ligações a milícias ou ao narcotráfico vão a votos nas eleições de domingo.
Domingos Grilo Serrinha e correspondente no Brasil 14 de Novembro de 2020 às 09:44
Brasileiros vão a votos escolher autarcas
Brasileiros vão a votos escolher autarcas FOTO: Reuters
As eleições municipais que se realizam este domingo no Brasil têm entre os milhares de candidatos a autarcas e vereadores pelo menos 31 políticos ligados ao crime organizado, seja a milícias e esquadrões da morte, seja a fações criminosas que exploram o tráfico de droga. O levantamento foi feito pelo jornal ‘O Globo’, e revela apenas a ponta do icebergue.

Estes candidatos estão a ser investigados, são arguidos, ou já foram mesmo condenados pelos mais variados tipos de crime, incluindo homicídio, e alguns até estão presos. Do total, 12 estão ligados a milícias e esquadrões da morte e os outros 19 ao tráfico de droga. Um destes candidatos é o vereador Márcio Pagniez, conhecido como ‘Márcio Bombeiro’, que está preso por vários homicídios de adversários e testemunhas, e que tenta a reeleição em Belford Roxo, na região do Rio de Janeiro.

Outro caso emblemático é o de Rafael Moreira, candidato na cidade de Aral Moreira, no Mato Grosso do Sul, acusado de ser um dos líderes da fação criminosa Primeiro Comando da Capital, que fez campanha com uma pulseira eletrónica por estar em liberdade condicional após ter sido preso com 500 quilos de droga. Há ainda casos em que criminosos que foram impedidos de disputar as eleições usaram os familiares como candidatos para conseguirem governar através deles.
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