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Portuguesa rapta filho em Espanha e acaba detida três meses depois no Algarve

Ana Patrícia Trindade, natural de Setúbal, fugiu com a criança em maio após ter feito falsas acusações sobre o pai do menor.
Marta Quaresma Ferreira(martaferreira@cmjornal.pt) 16 de Agosto de 2022 às 11:34
Portuguesa rapta filho em Espanha e acaba detida três meses depois no Algarve
Portuguesa rapta filho em Espanha e acaba detida três meses depois no Algarve FOTO: Direitos Reservados
A polícia judiciária resgatou uma criança de cinco anos raptada há três meses em Barcelona pela própria mãe, uma portuguesa detida por ordem do Tribunal de Instrução de Barcelona.

Segundo o jornal espanhol El Mundo, que cita a organização SOS Desaparecidos, a mulher estava numa ecovila perto de Lagos, no Algarve, depois de ter fugido de Barcelona a 8 de maio.

Ana Patrícia Trindade, natural de Setúbal, pretendia evitar o contacto entre a criança e o pai, de quem estava separada e contra quem já teria apresentado muitas "acusações falsas", revelou Joaquín Amills da SOS Desaparecidos, que conhecia já o caso de falsas acusações apresentadas pela mãe contra o pai.

Pela altura do desaparecimento, o tribunal levou um mês a emitir um mandado de busca e detenção para a mulher, que começou por ser procurada na região sadina.

O pai do menino contratou os serviços de uma agência de detectives, a International Bunker Global Advisory, para acelerar as buscas por Ana Patrícia, já depois de ele próprio ter viajado para Portugal a fim de incentivar a polícia portuguesa a localizar o filho. A fugitiva e a criança acabaram por ser localizados. O menino está, revela o jornalà guarda dos serviços sociais do Estado português. Já a mãe foi detida por ordem do tribunal de Évora e deverá ser extraditada para Espanha.

"O direito da criança a ter um pai e uma mãe é constantemente violado, vemos constantemente os pais serem sujeitos a falsas acusações. Ficaria satisfeito se esta história de Bastian Riera fosse uma história isolada, mas infelizmente vemos isto todos os dias: mães que levam os seus filhos e o sistema que é incapaz de reagir e os deixa ir", explicou Amills ao El Mundo.

Quatro das acusações da mãe contra o pai foram apresentadas por uma alegada agressão contra a progenitora, uma quinta por agressão contra a criança, uma sexta por abuso sexual do menor e a sétima por incumprimento do acordo. Para o porta-voz da SOS, "nenhuma delas tem qualquer base".
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