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Correio da Manhã

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Portuguesa raptada junto de consulado em Moçambique continua desaparecida

Raptores sequestraram a vítima à porta da representação portuguesa em Maputo.
Francisco J. Gonçalves 15 de Abril de 2021 às 08:28
Maputo e outras cidades do país foram palco de dez raptos no último ano. Os alvos são empresários ou familiares
Maputo e outras cidades do país foram palco de dez raptos no último ano. Os alvos são empresários ou familiares FOTO: Getty Images
Uma mulher de nacionalidade portuguesa, de 49 anos, foi raptada em Maputo na terça-feira e continuava esta quarta-feira  em parte incerta.

O MNE português disse estar “a acompanhar de perto” a situação e disse ainda ter já “manifestado [às autoridades locais] disponibilidade para colaborar na investigação, através da Embaixada e do Consulado-Geral de Portugal em Maputo”.

O rapto aconteceu às 11h da manhã (10h em Lisboa), quando a portuguesa deixava o edifício do consulado português, na avenida Mao Tse Tung. Em declarações à Lusa, o porta-voz da polícia em Maputo, Leonel Muchina, disse que a vítima “foi intercetada”, quando se dirigia para o carro, por desconhecidos armados, possivelmente com uma AK-47 (Kalashnikov).

De acordo com as autoridades moçambicanas, o grupo de raptores terá arrastado a vítima até ao automóvel no qual escapou.

A portuguesa será Shabname Issufo, residente em Nampula e casada com um empresário da área da hotelaria daquela província.

“Procuramos obter todas as informações possíveis que permitam ajudar esta compatriota”, lê-se na nota enviada à Lusa pelo ministério liderado por Augusto Santos Silva.

O rapto da portuguesa, cuja identidade não foi quarta-feira confirmada oficialmente, é o segundo em menos de 48 horas em Maputo.

No domingo, um empresário foi raptado na avenida Romão Fernandes Farinha, no centro da capital moçambicana, pouco depois de estacionar o carro junto de casa.

Desde o início de 2020, as autoridades moçambicanas registaram mais de 10 raptos nas principais cidades do país e as vítimas são quase sempre empresários ou familiares.

Em outubro daquele ano, um grupo de empresários na cidade da Beira, província de Sofala, Centro de Moçambique, paralisou atividade por três dias em protesto contra os raptos no país e contra a falta de ação das autoridades.

Quase um milhão de pessoas sob ameaça da fome
O Programa Alimentar Mundial (PAM) fez quarta-feira um apelo urgente de apoio para angariar 68 milhões de euros. O objetivo é dar assistência a quase um milhão de pessoas que enfrentam fome severa no Norte de Moçambique, “na esteira dos ataques hediondos a Palma”, nas palavras de Tomson Phiri, porta-voz do PAM em Genebra.
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