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Presidente da República manifesta solidariedade a homóloga grega por causa dos incêndios na Grécia

Incêndio florestal que deflagrou perto de Atenas obrigou à retirada de milhares de pessoas de três subúrbios da capital grega.
Lusa 3 de Agosto de 2021 às 22:27
Marcelo Rebelo de Sousa durante visita ao Brasil
Incêndios na Grécia
Marcelo Rebelo de Sousa durante visita ao Brasil
Incêndios na Grécia
Marcelo Rebelo de Sousa durante visita ao Brasil
Incêndios na Grécia
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, transmitiu esta terça-feira à noite solidariedade e preocupação à sua homóloga grega, devido aos incêndios que assolam a Grécia, perto da capital Atenas.

"O Presidente da República falou esta noite com a Presidente da República Helénica, para transmitir a solidariedade e preocupação de Portugal relativamente aos incêndios que assolam a Grécia e mesmo junto à capital Atenas", pode ler-se numa nota publicada no 'site' da Presidência.

De acordo com a nota, a Presidente Katerina Sakellaropoulou informou Marcelo Rebelo de Sousa sobre a difícil situação vivida no país e agradeceu as suas "palavras amigas".

Um incêndio florestal que deflagrou hoje perto de Atenas obrigou à retirada de milhares de pessoas de três subúrbios da capital grega, existindo relatos de casas destruídas, de vias rodoviárias cortadas e de perturbações no fornecimento de eletricidade.

A Grécia está a enfrentar a maior vaga de calor nos últimos 30 anos, com temperaturas superiores a 40 graus Celsius, o que está a potenciar o risco de incêndio.

Segundo o relato das agências internacionais, as chamas deste incêndio destruíram várias casas e um acampamento, tendo chegado à praça principal de Varympompi, um dos subúrbios a norte de Atenas.

Os 'media' gregos informaram que as chamas estão perto de uma base aérea e de um mosteiro.

Até ao momento, não existem informações sobre vítimas, mas a comunicação social grega está a dar conta que a polícia está a receber várias chamadas de pessoas que não conseguem sair de prédios e de vários agentes e bombeiros que ficaram presos nas chamas enquanto prestavam auxílio às populações.

"É um grande incêndio e será necessário muito trabalho para controlar isto", afirmou, em declarações à televisão estatal ERT, o governador da área metropolitana de Atenas, George Patoulis.

"A vegetação é muito densa nestas áreas e está muito seca devido à onda de calor, por isso as condições são difíceis", reforçou o representante, a propósito deste incêndio que está a deixar a capital grega coberta por uma enorme nuvem de fumo.

Devido a este incêndio, as autoridades helénicas decidiram cortar uma parte da autoestrada principal que liga a capital grega ao norte e ao sul do país, bem como várias ligações ferroviárias que ligam Atenas com o norte do país foram suspensas.

A companhia de distribuição de eletricidade grega, ADMIE, alertou, entretanto, para a possibilidade de existiram cortes de energia na área, uma vez que algumas infraestruturas foram atingidas pelas chamas.

O incêndio deflagrou ao fim da manhã na zona de Tatoi, área onde ficava a residência de verão da antiga família real grega.

À medida que as chamas se aproximavam de zonas residenciais, a Proteção Civil grega começou a enviar alertas às populações via telemóvel para saíram da área.

Cerca de 80 crianças que estavam num acampamento tiveram de ser retiradas do local.

O primeiro-ministro grego, Kyriakos Mitsotakis, visitou hoje à tarde o centro de coordenação da brigada contra incêndios para supervisionar e acompanhar as operações de combate.

A combater este incêndio estão no terreno cerca de 350 bombeiros, que estão apoiados por 70 veículos e dez meios aéreos (cinco helicópteros e cinco hidroaviões), bem como por voluntários.

Outros focos de incêndio estão a afetar outras áreas do país, como é o caso da ilha de Eubeia, onde duas aldeias e vários acampamentos de verão foram evacuados, e da ilha de Kos, onde um fogo ameaça uma área natural protegida e o santuário de Asklepieion, o local arqueológico mais importante da ilha.

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