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Correio da Manhã

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Presidente iraniano critica sabotadores de acordo nuclear

Hassan Rohani é candidato a um segundo mandato nas eleições de 19 de maio.
5 de Maio de 2017 às 20:28
Hassan Rohani, o Presidente iraniano
Hassan Rohani, o Presidente iraniano

A visita de quatro dias de Hassan Rohani, um religioso moderado eleito em 2013, será dominada pelos dossiers geopolíticos
Hassan Rohani, o Presidente iraniano
Hassan Rohani, o Presidente iraniano

A visita de quatro dias de Hassan Rohani, um religioso moderado eleito em 2013, será dominada pelos dossiers geopolíticos
Hassan Rohani, o Presidente iraniano
Hassan Rohani, o Presidente iraniano

A visita de quatro dias de Hassan Rohani, um religioso moderado eleito em 2013, será dominada pelos dossiers geopolíticos
O Presidente iraniano, Hassan Rohani, candidato a um segundo mandato nas eleições de 19 de maio, criticou hoje num debate os seus opositores conservadores que acusa de terem tentado sabotar o acordo nuclear com as grandes potências.

Numa rara crítica aos Guardiães da Revolução, o exército de elite do Irão, Rohani lamentou a decisão deles de escreverem mensagens anti-israelitas em mísseis balísticos recentemente utilizados para testes.

"Vimos como eles escreveram 'slogans' nos mísseis (...) para perturbar o acordo" nuclear, declarou o Presidente cessante durante o debate televisivo que reunia os seis candidatos às presidenciais.

O Irão defende que os testes de mísseis balísticos não são proibidos pelo acordo concluído em julho de 2015 com as grandes potências (Estados Unidos, Rússia, China, França, Reino Unido e Alemanha), mas o certo é que eles reavivaram as tensões com Washington.

O acordo nuclear visa garantir o caráter estritamente pacífico do programa nuclear iraniano em troca do levantamento das sanções internacionais impostas a Teerão.

Rohani acusou os seus rivais conservadores de estarem ligados às pessoas que estão a tentar sabotar o acordo.

"Enquanto os nossos diplomatas negociavam, o que estavam vocês a fazer à socapa? Alguns agiram como opositores ao povo iraniano", lamentou.

Um dos seus principais adversários, o religioso conservador Ebrahim Raissi, afirmou que não desistiria do acordo sobre o programa nuclear, mas condenou o Governo pela sua "fraqueza" perante os parceiros estrangeiros.

"Este acordo é como um cheque que o Governo foi incapaz de trocar por dinheiro. Rohani tinha prometido que todas as sanções seriam levantadas e que a vida das pessoas iria melhorar, mas não foi esse o caso", insistiu.

O Presidente Rohani retorquiu que o acordo permitiu impulsionar as vendas de petróleo e dar ao Irão um papel central na diplomacia regional, nomeadamente sobre a guerra na Síria.

O outro candidato conservador, o presidente da câmara de Teerão, Mohammad Bagher Ghalibaf, estimou, por sua vez, que o acordo nuclear "só beneficiou 4% da população".

Rohani prometeu que se tiver um segundo mandato de quatro anos, os direitos cívicos serão ampliados. Esta promessa figurava já no seu programa em 2013, mas o moderado teve dificuldade em concretizá-la, devido à influência do poder judicial e das forças de segurança.

Seis candidatos disputam as eleições presidenciais do próximo dia 19 de maio no Irão: três do lado reformista e moderado -- Rohani, o seu primeiro vice-presidente, Es-Hagh Jahanguiri e o ex-ministro moderado Mostapha Hachemitaba -- e três representando a tendência conservadora -- Raissi, Ghalibaf e Mostapha Mirsalim, líder do mais antigo partido conservador iraniano.
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