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Correio da Manhã

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Professores expulsam alunos da sala de aula por usarem máscara

Professores dizem que as máscaras atuam como uma 'barreira à aprendizagem' e devem ser retiradas durante as aulas.
4 de Dezembro de 2021 às 22:18
The Abbey School, em Faversham, Inglaterra
The Abbey School, em Faversham, Inglaterra FOTO: Google Maps

Pelo menos dois alunos da escola The Abbey School, em Faversham, Inglaterra, foram expulsos da sala de aula por estarem a usar máscara durante as aulas.

Os professores dizem que as máscaras atuam como uma 'barreira à aprendizagem' e devem ser retiradas durante as aulas, avançou o The Sun.

Ironicamente, os jovens que usem máscara são convidados a sair da sala de aula e a ir para uma sala de 'reflexão' ou isolamento, onde são obrigados a usar máscara.

Elouise Gould, de 33 anos, diz que a filha Paige, de 13 anos, foi posta na sala de 'reflexão' três vezes esta semana por usar máscara na sala de aula. 

"Para se proteger a si e aos outros, ela usou a máscara nas aulas, mas foi levada para a sala de reflexão", disse Gould ao KentOnline, acrescentando que a filha ja teve Covid-19 três vezes.

"Na sala de reflexão eles têm de usar uma máscara, o que é ridículo. Eles estão a tirá-la da aula e a impedi-la de interagir com professores e amigos", refere.

Já Karly May, de 32 anos, diz que o filho, Albie May, também foi colocado em isolamento por usar máscara na sala.

O jovem de 15 anos opta por usar máscara para proteger um avô com doença terminal e a irmã de nove anos, que tem doença pulmonar crónica e um sistema imunológico fraco.

"Neste momento estou no limbo porque quero manter os meus filhos na escola, mas eles não podem usar máscaras. Eles não permitem porque não é uma orientação do governo", disse Karly May.

Uma porta-voz da escola já se pronunciou ao dizer que a proibição "apenas afetou dois alunos em 1.200".

"O resto da comunidade escolar está segura e feliz. 
Se algum aluno dissesse que tinha algum problema de saúde em que precisava de usar uma máscara, a escola, é claro, seria sensível a isso", acrescenta. "Estamos apenas a seguir as orientações do governo e do Departamento de Educação".





 

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