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Correio da Manhã

Mundo
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Promover a democracia

No seu primeiro discurso desde que assumiu as funções de embaixador dos EUA em Portugal, Alfred Hoffman Jr. falou do papel dos EUA na promoção da liberdade e democracia no estrangeiro e salientou que esta missão é a base da política externa americana e deve ter o apoio dos aliados.
16 de Fevereiro de 2006 às 00:00
“A segurança dos EUA e a dos nossos aliados depende da capacidade que os estados estrangeiros têm para se governar justa e eficazmente” referiu o diplomata, salientando que “a democracia transformacional” serve os interesses dos países que amam a liberdade.
Neste sentido, Hoffman não deixou de frisar a contribuição dada por Portugal na defesa da democracia. No seu discurso, proferido após almoço organizado pelo American Club e pela Câmara do Comércio Luso-Americana, o embaixador garantiu que os EUA não são a favor da agressão contra o Islão. E, referindo-se ao Iraque, salientou a transformação política operada naquele país.
Hoffman falou ainda do Hamas, afirmando que o grupo eleito pelos palestinianos deve reconhecer Israel e renunciar à violência.
Quanto à crise dos ‘cartoons’. o embaixador declarou ao CM que embora considere que os media têm o direito de publicar tudo o que entenderem, acha errada a publicação de caricaturas que vão contra princípios religiosos bem como a violência da reacção que ela suscitou.
PERFIL
Alfred Hoffman Jr. tomou posse como embaixador dos EUA em Portugal a 4 de Novembro de 2005. Foi presidente da WCI Communities, uma empresa imobiliária com sede na Florida. Licenciou-se na Academia Militar de West Point e foi piloto de caças durante o serviço militar. Fez pós-graduação na Harvard Business School. Nos EUA vive em Fort Myers e tem cinco filhos.
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