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Protestos alastram contra Bolsonaro no Brasil

Todas as noites, milhares de brasileiros vão à janela bater panelas num protesto contra a forma como o presidente tem menosprezado a ameaça do coronavírus.
Domingos Grilo Serrinha e correspondente no Brasil 24 de Março de 2020 às 08:55
Brasileiros batem panelas para protestar contra a inação do presidente brasileiro para travar a epidemia de Covid-19
Jair Bolsonaro
Bolsonaro
Brasileiros batem panelas para protestar contra a inação do presidente brasileiro para travar a epidemia de Covid-19
Jair Bolsonaro
Bolsonaro
Brasileiros batem panelas para protestar contra a inação do presidente brasileiro para travar a epidemia de Covid-19
Jair Bolsonaro
Bolsonaro

Iniciados timidamente há uma semana, após Jair Bolsonaro ter menosprezado a gravidade da pandemia de coronavírus, os ‘panelaços’ contra a atuação do presidente brasileiro ganharam rapidamente força e espalharam-se por todo o país, numa demonstração nacional de desagrado pela forma como tem gerido a crise.

Convocados por cidadãos nas redes sociais na passada terça-feira, os ‘panelaços’ começaram por se ouvir em cinco capitais de estado - São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Belo Horizonte e Brasília.

No fim de semana, porém, já tinham alastrado a 22 das 27 capitais regionais e a centenas de cidades por todo o país, numa crítica cada vez mais ensurdecedora às declarações polémicas e à inação de Bolsonaro perante a pandemia, que até esta segunda-feira tinha infetado mais de 1600 pessoas e causando a morte de outras 25.

Uma sondagem divulgada esta segunda-feira pelo Instituto Datafolha mostra que as declarações de Bolsonaro de que o coronavírus "é só uma gripezinha" e de que governantes que decretam medidas restritivas estão a espalhar o terror para ganharem dividendos políticos, afetaram e muito a imagem e a aprovação do presidente. Segundo a sondagem, enquanto governadores e autarcas que adotaram restrições são aprovados por 54% dos brasileiros e o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, por 55%, a atuação de Bolsonaro na crise é aprovada por apenas 35%.

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