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"Queriam o corpo dela, roubaram-lhe a alma": Mãe vê filha militar suicidar-se após ser violada por camaradas

Exército norte-americano iniciou investigação e concluiu que a soldado "sofreu traumas sexuais, físicos e psicológicos durante o destacamento".
Correio da Manhã 19 de Novembro de 2020 às 14:55
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Bandeira EUA FOTO: Direitos Reservados

Uma soldado do exército norte-americano foi vítima de abusos sexuais por parte dos seus camaradas e, a pressão e o sentimento de humilhação a que foi sujeita, levou a que Morgan Robinson não aguenta-se, acabando por se suicidar, em 2018. Dois anos depois, a história desta jovem ainda está a chocar o mundo.

"Eles queriam o corpo dela, mas roubaram-lhe a alma", disse Debbie Robinson, mãe de Morgan, como forma de resumir a tragédia que culminou com a morte da sua filha. O pesadelo de Morgan Robinson começou há dois anos, quando um dos seus superiores a terá agredido sexualmente, após alguns meses de assédio quando estavam numa missão no Kuwait. Morgan chegou a denunciar o caso, mas sem efeito junto dos seus superiores.

A CBS, que está a investigar crimes sexuais entre os militares dos EUA, avançou ainda que a jovem militar foi alvo um novo ataque aquando de uma missão no Afeganistão, onde vários soldados a terão sujeitado a uma violação de grupo. Pela vergonha e desilusão, Morgan acabou por pôr termo à vida.

O Exército norte-americano já iniciou uma investigação à morte e concluiu que a soldado Robinson "sofreu traumas sexuais, físicos e psicológicos durante o destacamento", situação que terá contribuído para a morte.  

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