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Redes sociais retiram vídeo de Bolsonaro com mentiras

Presidente brasileiro mostrou estudo falso que relaciona vacina da Covid-19 com aumento de casos de sida.
Domingos Grilo Serrinha e correspondente no Brasil 26 de Outubro de 2021 às 08:44
Jair Bolsonaro causou indignação por relacionar falsamente a vacina da Covid-19 com aumento de casos de sida
Jair Bolsonaro causou indignação por relacionar falsamente a vacina da Covid-19 com aumento de casos de sida FOTO: Reuters
Numa decisão inédita, o Facebook e o Instagram retiraram um polémico vídeo em que o presidente brasileiro Jair Bolsonaro associava as vacinas contra o coronavírus a um alegado aumento dos casos de sida. Bolsonaro alegou que um estudo no Reino Unido tinha confirmado essa relação, o que é falso.

Na justificação para retirar o vídeo, o Facebook afirmou que Bolsonaro tinha violado as regras daquelas plataformas, que não permitem conteúdos que insinuem que as vacinas contra a Covid-19 causem mortes ou outras doenças. Bolsonaro já teve outros conteúdos com mensagens falsas ou enganosas retirados, nomeadamente no Twitter, mas foi a primeira vez que a decisão visou os diretos semanais do presidente no Facebook e no Instagram.

No seu mais recente direto, na quinta-feira, Bolsonaro mostrou um alegado "estudo científico" levado a cabo no Reino Unido que indicava uma propensão muito acima do esperado para pessoas vacinadas com duas doses da vacinas contra o coronavírus desenvolverem um quadro grave de sida. A alegação gerou uma vaga de protestos e de desmentidos de médicos e entidades científicas do Brasil e outros países, e obrigou até a Agência de Saúde Pública do Reino Unido a fazer um desmentido formal da existência desse estudo ou dos riscos alegados por Bolsonaro.

Relatório da CPI votado no Senado
O relatório final da comissão parlamentar do inquérito que investigou a gestão da pandemia e acusou Jair Bolsonaro de crimes contra a Humanidade e outros oito delitos começa hoje a ser votado no Senado, e não é de descartar que haja mais acusados além dos 65 inicialmente visados. Além deste, devem ser apresentados outros dois relatórios paralelos, um que foca as acusações só no presidente, e outro que iliba Bolsonaro de qualquer crime e defende que a CPI não tem poder para investigar o chefe de Estado.
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