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Correio da Manhã

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Sánchez quer criminalizar e proibir a prostituição em Espanha

Chefe do governo espanhol e líder socialista fez anúncio no fecho do congresso do PSOE em Valência.
Francisco J. Gonçalves 19 de Outubro de 2021 às 08:36
Primeiro-ministro espanhol com a ministra do trabalho
Primeiro-ministro espanhol com a ministra do trabalho FOTO: Javier Lizon/LUSA
O primeiro-ministro socialista espanhol prometeu criminalizar e proibir a prostituição em Espanha. Falando a milhares de apoiantes no fecho do 40º congresso do PSOE, em Valência, no domingo, Pedro Sánchez destacou uma reforma laboral que inverterá políticas do anterior governo do PP e, sobre a prostituição, frisou: “Vamos aboli-la, pois escraviza as mulheres.”

O proxenetismo e a exploração sexual são ilegais em Espanha, mas não a prática da prostituição enquanto tal, que foi descriminalizada em 1995, o que fez disparar o negócio. Um estudo de 2016 da ONU concluiu que a indústria do sexo valia em Espanha 3,7 mil milhões de euros. Outro estudo tinha concluído em 2009 que um em cada três espanhóis já pagou por sexo. A situação é tão grave que em 2011 o país foi mesmo considerado pela ONU como terceiro maior centro de prostituição em todo o Mundo, só superado pela Tailândia e Porto Rico.

Mas o pior de tudo, como referiu à agência Efe o jornalista César Jara, é que “95% da prostituição em Espanha não é livre, é forçada de uma ou outra forma, seja devido a condições socioeconómicas, a ameaças ou a outro tipo de pressões”.

O combate à prostituição fez parte do programa eleitoral do PSOE de Sánchez em 2019, mas até agora nada foi feito. Para aprovar uma lei sobre a matéria os socialistas precisam primeiro de chegar a um texto de consenso com os parceiros de governo do Podemos, o que promete demorar.
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