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Santos Silva aprova "maior consciência" social contra o racismo

Ministro defendeu, no entanto, defendeu, "manifestar-se não é a única forma de afirmar a consciência".
Lusa 15 de Junho de 2020 às 23:10
Augusto Santos Silva
Augusto Santos Silva, ministro dos Negócios Estrangeiros
Augusto Santos Silva
Augusto Santos Silva, ministro dos Negócios Estrangeiros
Augusto Santos Silva
Augusto Santos Silva, ministro dos Negócios Estrangeiros
Augusto santos Silva afirmou esta segunda-feira que "só" pode "dizer bem" da "maior consciência" das sociedades contra o racismo, algo que existe e tem de ser combatido, no contexto das manifestações nos Estados Unidos e em várias cidades europeias.

"Quanto à consciência, que um pouco por todo o mundo se difunde, de que o racismo está entre nós e é preciso combate-lo, só posso dizer que ainda bem que hoje há uma maior consciência disso, porque o racismo está mesmo entre nós e é preciso mesmo combatê-lo, sempre por meios pacíficos", disse o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros à imprensa, à margem de uma cerimónia comemorativa dos 35 anos da assinatura do tratado do e adesão de Portugal à União Europeia (UE), no Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa.

Questionado sobre as manifestações nos Estados Unidos e em várias das principais cidades da Europa, mas também em Lisboa, contra o racismo e a violência policial, Santos Silva quis notar que em Portugal "não há violência policial" e que, em contexto de pandemia, "ajuntamentos e mais de 20 pessoas estão proibidos".

Mas, defendeu, "manifestar-se não é a única forma de afirmar a consciência", sendo "bem-vinda" a "consciência de que o racismo é um cancro que ainda corrói as nossas sociedades e que é preciso combater".

O ministro afirmou, por outro lado, que o Ministério dos Negócios Estrangeiros não tem "nenhuma notícia de que haja portugueses envolvidos entre as vítimas ou os autores de atos ilegais que têm sido cometidos" durante ou à margem de protestos nos Estados Unidos.

Os protestos começaram nos Estados Unidos depois da morte, em maio, do afro-americano George Floyd, asfixiado por um polícia branco, e rapidamente ganharam dimensão internacional, espalhando-se a Londres, Paris, Berlim ou Lisboa.

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