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Correio da Manhã

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Sexo liquida DSK

"Tu sabes bem que ele não se pode candidatar", disse o presidente francês Nicolas Sarkozy ao economista Alain Minc, próximo de Dominique Strauss-Kahn, quando começou a falar-se da possibilidade de o ex-director do FMI representar o PS na próxima eleição presidencial. Esta e outras frases surgiram ontem no ‘Le Monde’, a mostrar que, mesmo sem complot no caso de sexo com a camareira do Sofitel de Nova Iorque, existiam provas de devaneios sexuais para o liquidar no momento oportuno.

10 de Dezembro de 2011 às 01:00
Imagens da videovigilância mostram o tranquilo check-out de DSK, a euforia dos empregados e Diallo no corredor
Imagens da videovigilância mostram o tranquilo check-out de DSK, a euforia dos empregados e Diallo no corredor FOTO: direitos reservados

O escândalo DSK foi reactivado com a exibição no canal francês BFM TV de quatro minutos de imagens seleccionadas entre mais de uma hora e meia de gravações da videovigilância do hotel. Sobressaem a calma de DSK no momento de sair do hotel e apanhar um táxi, a tranquilidade de Nafissatou Diallo depois da alegada "violação e agressão sexual" e a euforia dos empregados que chamaram a polícia.

Sem o acto que o próprio já referiu como "sexo consentido" e "uma estupidez, mas não um crime", Strauss-Kahn enfrentaria, se tentasse candidatar-se contra Sarkozy, casos surgidos mais tarde, como as prostitutas dos hotéis de Lille e o flagrante num carro no Bois de Boulogne, em Paris. Estava liquidado.

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