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Correio da Manhã

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Supremo da Venezuela diz não ser possível recontar votos

A presidente do Tribunal Superior de Justiça, TSJ, da Venezuela, Luisa Estela Morales, negou em entrevista que haja a possibilidade de recontar manualmente os votos das presidenciais de domingo passado, como reclama a oposição.

18 de Abril de 2013 às 12:29

Após a divulgação do resultado oficial, que deu a vitória ao candidato governamental, o presidente interino Nicolás Maduro, confrontos de rua entre apoiantes dele e do oposicionista Henrique Capriles já fizeram oito mortos e muitas dezenas de feridos.

“Na Venezuela, desde a constituição de 1999, foi eliminada a forma manual dos processos eleitorais. Na Venezuela, o processo eleitoral é absolutamente sistematizado, de forma que a contagem manual não existe", declarou em conferência de imprensa a presidente da corte suprema daquele país sul-americano.

E aproveitou para atacar Capriles, acusando-o de usar o pedido de recontagem para estimular a violência: “As pessoas que insistem nessa recontagem manual estão a estimular que se comece uma luta sem fim.”

Capriles e outros representantes da oposição, que já reclamavam a recontagem dos votos desde domingo, apresentaram quarta-feira um pedido formal nesse sentido ao Conselho Nacional Eleitoral, CNE. Mas a presidente do CNE, Tibisay Lucena, considerou “irreversível” o resultado oficial que deu a vitória a Maduro com 50,66% dos votos e não haver necessidade de qualquer auditoria.

Em entrevista a jornalistas estrangeiros, Henrique Capriles denunciou que a fraude eleitoral que ele garante ter ocorrido domingo foi de muitos milhões de votos.

Capriles citou, entre outros exemplos, que 1,4 milhões de eleitores foram acompanhados até dentro das cabinas de votação por aliados de Maduro, que foram usados os nomes de pelo menos 600 mil eleitores já falecidos para justificar outros tantos votos no candidato oficial e que este, numa assembleia de voto, chegou a ter mil por cento de votos a mais que o líder histórico do país, Hugo Chávez, falecido em Março, o que na sua opinião é absolutamente impensável.

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