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Correio da Manhã

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Supremo Tribunal israelita faz proposta para evitar despejos de famílias palestinianas

Tribunal sugeriu um compromisso às famílias palestinianas ameaçadas de despejo.
Francisco J. Gonçalves 3 de Agosto de 2021 às 08:55
Moradores de Sheikh Jarrah reagem à decisão do Supremo Tribunal israelita de propor alternativa a despejos
Moradores de Sheikh Jarrah reagem à decisão do Supremo Tribunal israelita de propor alternativa a despejos FOTO: Abir Sultan / Lusa
O Supremo Tribunal israelita apresentou esta segunda-feira aos residentes palestinianos do bairro de Sheikh Jarrah, na parte oriental de Jerusalém, um plano para evitar o despejo de várias famílias, processo que em maio esteve na origem de um dos mais violentos e sangrentos conflitos dos últimos anos em Israel.

Apesar da longa espera por uma decisão, o tribunal acabou por propor um compromisso que deixa em aberto a solução. Propôs o tribunal que as quatro famílias no centro do processo permaneçam nas suas casas, desde que aceitem que os terrenos são propriedade de uma empresa de colonos judeus, aos quais devem pagar renda. As famílias em causa têm sete dias para entregar uma lista dos residentes, pelo que a decisão fica adiada.

A ameaça de despejo esteve na origem de semanas de violência em Jerusalém, em maio, que escalaram para 11 dias de guerra entre os guerrilheiros do Hamas que controlam Gaza e as tropas israelitas. O conflito saldou-se na morte de pelo menos 243 palestinianos e 12 israelitas.

A ONU condenou os planos de despejo em Sheikh Jarrah, alertando Israel de que poderia configurar um crime de guerra. Israel alega que se trata de conflitos judiciais que cabe aos tribunais resolver.

Jerusalém oriental foi conquistada por Israel na guerra de 1967 e, embora seja ainda maioritariamente palestiniana, é alvo de pressões de colonos judeus que reclamam casas habitadas há décadas por árabes.
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