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Correio da Manhã

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Telemóvel do fundador do Telegram entre os alvos do Pegasus

Pavel Durov construiu aplicação alegadamente "inviolável".
Beatriz Madaleno de Assunção(beatrizassuncao@cmjornal.pt) 21 de Julho de 2021 às 18:00
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Telemóvel do fundador do Telegram entre os alvos do Pegasus
Jornalistas, grupos de ativistas e políticos de 50 países podem ter sido alvo do Pegasus, o programa de espionagem que se introduz no telemóvel e tem acesso ao conteúdo privado dos seus utilizadores.Esta quarta-feira, o The Guardian avançou que o telemóvel do fundador do Telegram estará entre os alvos do 'spyware’ desenvolvido pela empresa NSO.

O Telegram estava, até agora, entre um dos programas mais seguros para quem não quer ver a sua correspondência ser rastreada, devido à encriptação das mensagens trocadas entre utilizados e aos chats encriptados. No entanto... será que escapou ao Pegasus? Aparentemente, o fundador da aplicação, Pavel Durov, de 36 anos, foi alvo de espionagem e não conseguiu garantir a segurança que tanto criticava no rival WhatsApp.

Para além de monitorizar remotamente as comunicações de SMS, voz e vídeo, e coletar informações de localização GPS, o malware do Pegasus também consegue ler os conteúdos de aplicativos de mensagem, como o WhatsApp, Signal e outros que possuem criptografia, a tecnologia supostamente só permite que o remetente e destinatário tenham acesso ao conteúdo partilhado.  Uma vez infiltrado no dispositivo, consegue capturar toda a informação sem que o utilizador se aperceba.

Recorde-se que a investigação, publicada este domingo por 17 títulos da imprensa, incluindo o jornal francês Le Monde, o britânico Guardian e o norte-americano The Washington Post, baseia-se numa lista obtida pelas organizações Forbidden Stories e Amnistia Internacional, que incluem 50.000 números de telefone selecionados pelos clientes da NSO desde 2016 para potencial vigilância.

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