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Explosão em navio ao serviço da Petrobras faz um morto

Três funcionários ficaram feridos.
Lusa 10 de Junho de 2017 às 03:48
Petrobras
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Um funcionário da Petrobras morreu e outros três ficaram feridos na sexta-feira na sequência de uma explosão na caldeira de um dos navios utilizados pela estatal brasileira para procurar crude na Bacia de Campos, informou a empresa.

A explosão ocorreu na manhã de sexta-feira numa das caldeiras do navio-sonda NS 32, usado para a exploração em águas profundas em Campos, bacia no oceano Atlântico localizada em frente à costa do estado do Rio de Janeiro, no sudeste do Brasil.

O navio é operado pela Odebrecht Óleo e Gás ao serviço da Petrobras.

Segundo a empresa, a vítima mortal tinha 28 anos e era técnico de inspeções de uma empresa subcontratada.

Dos três feridos, dois sofreram queimaduras em diferentes partes do corpo, enquanto outro sofreu apenas ferimentos ligeiros.

Os feridos foram transportados de helicóptero para um hospital de Macaé, cidade no norte do estado do Rio de Janeiro a partir de onde a Petrobras opera a maioria dos navios e plataformas na Bacia de Campos, segundo um comunicado da empresa estatal.

A petrolífera adiantou que ativou o plano de emergência para este tipo de acidentes e que equipas especializadas estão a inspecionar o navio, cujas operações se encontram provisoriamente suspensas apesar de não haver riscos e de a embarcação estar estabilizada.

Segundo a Federação Única dos Petroleiros (FUP), a central sindical que representa a maioria dos trabalhadores da Petrobras, desde o início do ano foram registadas quatro mortes por acidentes de trabalho em instalações ou navios da estatal brasileira.

As estatísticas da FUP indicam que desde 1995 foram contabilizados 372 mortos devido a acidentes de trabalho na Petrobras, a maioria dos quais (302) empregados de empresas subcontratadas.

A FUP alega que os subcontratados não têm capacitação suficiente para operar com segurança os equipamentos da empresa e que, por isso, são as principais vítimas dos acidentes.

Neste sentido, o sindicato adverte que o número de mortes pode aumentar significativamente nos próximos meses após a aprovação, este ano, de uma lei no Brasil que permite às empresas contratar prestadores de serviços para todas as suas atividades.

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