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Universidade e empresa chinesas investigam novas variedades de soja no Brasil

A Longping tem já operações no Brasil desde o final de 2017 e será na sede da subsidiária brasileira do grupo chinês.
Lusa 9 de Maio de 2021 às 21:05
Soja
Soja FOTO: Getty Images
A Universidade Agrícola do Sul da China (SCAU, na sigla inglesa) e um grupo estatal chinês vão criar uma base de investigação de novas variedades de soja no sul do Brasil, disse hoje fonte oficial da instituição de ensino.

Sherry Yuan Juhua, diretora-adjunta do Gabinete de Relações Internacionais da SCAU, disse à Lusa que o acordo com a Sociedade de Alta Tecnologia Agrícola de Yuan Longping, Lda será assinado em 18 de maio.

A Longping tem já operações no Brasil desde o final de 2017 e será na sede da subsidiária brasileira do grupo chinês, em Jardinópolis, no estado de São Paulo, que irá nascer a base da SCAU.

A universidade chinesa, com sede em Guangzhou, capital da província de Guangdong, tem "uma equipa de investigadores na área da soja que já testaram mais de 100 variedades de soja no Brasil, com resultados muito positivos", explicou Sherry Yuan.

No mesmo dia, a Longping será a primeira empresa brasileira a juntar-se à Aliança Sino-Latino Americana de Inovação, Investigação e Educação Agrícola, uma iniciativa lançada pela SCAU em dezembro de 2020.

A Longping é controlada pelo CITIC Group Corp, um conglomerado estatal chinês que em 2017 comprou as operações de produção de sementes de milho no Brasil da norte-americana DowDuPont Inc por 1,1 mil milhões de dólares (904 milhões de euros).

Poucos meses depois, a Longping disse à imprensa que o próximo passo seria entrar no negócio das sementes de soja, através da abertura de centros de investigação para desenvolver novas variedades.

O grupo chinês tem também projetos de plantação de arroz híbrido em Timor-Leste desde 2008, incluindo na Zona de Desenvolvimento da Indústria Agrícola em Natarbora, no sul do país.

Em 2016, a Longping, com sede em Hunan, no sul da China, criou ainda um projeto de reprodução de peixe e camarão em águas marinhas costeiras em Timor-Leste.

O CITIC está também presente no setor da construção civil em Angola e Moçambique. O conglomerado chinês detém ainda uma fábrica de produção de perfis de alumínios no Pólo Industrial de Viana, nos arredores de Luanda.

A editora CITIC Press Group, que faz parte do conglomerado estatal, tem editado traduções para chinês de livros em língua portuguesa.

O próximo título deverá ser "O terrorista elegante e outras histórias", que reúne três novelas curtas do moçambicano Mia Couto e do angolano José Eduardo Agualusa, e tem publicação prevista para agosto.

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