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Vereador do PT é agredido e detido na rua pela polícia no sul do Brasil ao convocar atos contra Bolsonaro

Renato Freitas foi asfixiado e agredido pelos guardas, algemado e colocado no porta-bagagens do carro da polícia.
Domingos Grilo Serrinha e correspondente no Brasil 24 de Julho de 2021 às 13:39
Vereador do PT é agredido e detido na rua pela polícia no sul do Brasil ao convocar atos contra Bolsonaro
Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro
Vereador do PT é agredido e detido na rua pela polícia no sul do Brasil ao convocar atos contra Bolsonaro
Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro
Vereador do PT é agredido e detido na rua pela polícia no sul do Brasil ao convocar atos contra Bolsonaro
Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro

Um vereador da cidade brasileira de Curitiba, capital do estado do Paraná, no sul do Brasil, foi agredido e detido pela polícia na noite desta sexta-feira ao participar num ato de rua que convocava a população para uma manifestação contra o presidente Jair Bolsonaro marcada para este sábado. Renato Freitas, do Partido dos Trabalhadores, PT, primeiro foi abordado por um desconhecido que se disse ser polícia, e depois foi atirado ao chão por homens da Guarda Civil Municipal, GCM, algemado e levado detido para a esquadra.

Renato e outros militantes usavam um megafone para convocar quem passava a participar este sábado na manifestação contra Bolsonaro marcada para Curitiba, a exemplo de atos semelhantes previstos para cerca de 110 cidades pelo Brasil este fim de semana. Um desconhecido surgiu de repente, disse ser da polícia, afirmou que o vereador não podia falar mal do presidente da República e começou uma discussão.

O vereador não atendeu à ordem do desconhecido de encerrar o ato, a discussão azedou e os dois começaram a agredir-se mutuamente. O suposto polícia chamou a Guarda Civil Municipal, que deu ordem de prisão ao vereador, mas este recusou acompanhar os agentes para a esquadra, alegando o direito de expressão e de manifestação que a Constituição brasileira garante.

Derrubado ao chão, Renato Freitas foi asfixiado e agredido pelos guardas, algemado e colocado no porta-bagagens do carro da polícia, como é prática comum quando se trata de criminosos perigosos, o que, indubitavelmente, não era o caso. Na esquadra, descobriu-se que o suposto polícia não é agente da autoridade e sim um seguidor fanático de Jair Bolsonaro, mas o vereador foi autuado por desacato à autoridade e resistência à prisão, e depois libertado.

Detenções como esta, de pessoas que, de alguma forma, criticam Jair Bolsonaro, estão a ocorrer com uma frequência alarmante por todo o Brasil. Em Goiás, um professor que ia de carro foi parado, agredido e detido por polícias por o veículo ostentar um cartaz contra Bolsonaro, e, entre muitos outros episódios desse tipo, uma publicitária que aguardava dentro do carro para se vacinar contra a Covid-19 na zona oeste da cidade de São Paulo foi impedida por soldados do Exército de se imunizar até retirar do pára-brisas do automóvel uma pequena faixa contra o presidente.
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