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Carlos Rodrigues

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A imagem da Justiça que está a ser dada pela Operação Marquês é labiríntica e ameaça acentuar a doença do regime.

Carlos Rodrigues(carlosrodrigues@cmjornal.pt) 14 de Julho de 2021 às 00:32
A imagem da Justiça que está a ser dada pela Operação Marquês é labiríntica e ameaça acentuar a doença do regime.
Ivo Rosa encolheu a investigação e ganhou o cognome de juiz-abafador.

Porém, mandou para julgamento rápido alguns dos principais arguidos, e já obteve a primeira condenação, de Armando Vara.

Isto já de si cria uma enorme perplexidade para o cidadão comum: haverá uma Justiça de grandes casos, sempre perdida nas investigações, e outra, célere, que obtém condenações?

Mas o pior é o que fica para trás. Por causa da partição de processos, as acusações a Sócrates que resistiram a Ivo Rosa andam em bolandas entre juízes, e será cada vez mais difícil retomar o fio à meada, numa história muito pouco edificante.

Na Operação Marquês, quando a Justiça se olha ao espelho o cidadão comum só vê um beco sem saída.
Postal Justiça crime lei e justiça judicial (sistema de justiça) julgamentos
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