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Opinião
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Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Carlos Rodrigues

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Rangel traçou um retrato implacável do estilo de Rio, e explicou por que razão se acha melhor líder para a oposição.

Carlos Rodrigues(carlosrodrigues@cmjornal.pt) 16 de Outubro de 2021 às 00:33
O discurso de candidatura de Paulo Rangel foi um discurso de elevada qualidade política. Na verdade, foi um discurso de um nível muito pouco habitual no Portugal contemporâneo. Rangel traçou um retrato implacável do estilo de Rio, e explicou por que razão se acha melhor líder para a oposição. Mas Rangel foi muito mais longe. Afirmou o orgulho no cavaquismo, fez uma análise nua e crua das fragilidades das elites portuguesas, apontou, certeiro, o falhanço do elevador social, e elogiou a imprensa livre como essência da democracia.

Rui Rio saiu das autárquicas reforçado. Em poucas semanas, porém, desbaratou o capital, com erros políticos básicos, como a proposta do adiamento das eleições internas. A derrota no Conselho Nacional reforça o sentimento de fim de ciclo. Crescem agora, aparentemente imparáveis, os ventos de mudança no PSD.
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