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Correio da Manhã

Opinião
Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Carlos Rodrigues

Bilhete Postal

Não houve assistência, o recém-nascido morreu. Foi em Portalegre, poderia ser em qualquer parte de um País.

Carlos Rodrigues(carlosrodrigues@cmjornal.pt) 29 de Janeiro de 2022 às 00:33
É sempre assim que se revelam as grandes falhas dos sistemas, ao acaso, quando uma sequência de eventos se descontrola rumo à tragédia. Momentos que resumem numa só notícia uma série de erros graves acumulados durante anos.

Neste caso, foi a conjugação da falta de médicos num determinado horário, com a emergência de um bebé a asfixiar, a "ficar roxo", como diz, desfeito, o pai, neste CM. Não houve assistência, o recém-nascido morreu. Foi em Portalegre, poderia ser em qualquer parte de um País onde há uma grande parte da população entregue à sua sorte, abandonada, sem recursos, longe da assistência médica e de toda a dignidade.

Nestes dias em que tanto se fala dos problemas do País, a história do pequeno Gabriel, que morreu desamparado com apenas 8 dias, não tem qualquer espécie de desculpa ou perdão.
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