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Carlos Rodrigues

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Com a folga do Estado, talvez seja hora de pensar em acudir ao ‘tsunami’ de pobreza que aí vem.

Carlos Rodrigues(carlosrodrigues@cmjornal.pt) 27 de Setembro de 2022 às 00:32
O saldo positivo do Estado acima de 2 mil milhões de euros é sintoma de duas realidades distintas. Em primeiro lugar, significa que a inflação continua a engordar o erário público, como tem assinalado a oposição. Mas é também sinal de que o ministro Medina se prepara para ultrapassar Centeno pela direita e fazer um brilharete com as contas anuais.

A folga do Estado é superior em 1900 milhões ao do último ano normal, digamos assim, ou seja, antes da pandemia. Vejamos: o princípio das contas certas é um valor fundamental para o Estado. Essa tem sido aliás uma das falhas estruturais da democracia. Vai daí, o Estado saber governar-se é uma boa notícia, ainda mais quando o Governo é do PS, um partido com algum histórico duvidoso nessa matéria. Porém, decidir o que fazer com o dinheiro é a principal missão da política. Com a folga do Estado, talvez seja hora de pensar em acudir ao ‘tsunami’ de pobreza que aí vem.
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