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Correio da Manhã

Opinião
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Piloto morre em corrida de motos no Estoril

Carlos Rodrigues

Bilhete postal

Ministro e o motorista não saíram do carro. Foram levados dali numa viatura da polícia. O INEM foi induzido em erro, e isso atrasou o socorro.

Carlos Rodrigues(carlosrodrigues@cmjornal.pt) 30 de Junho de 2021 às 00:34
Claro que é relevante saber da responsabilidade política do ministro. Mas o principal problema da incrível e triste história da morte de um trabalhador na A6, atropelado pelo carro onde seguia Eduardo Cabrita, é a imagem que o Estado está a dar de si próprio.

Só o trabalho dos jornalistas do CM tem revelado a verdade. O ministro e o motorista não saíram do carro. Foram levados dali numa viatura da polícia. O INEM foi induzido em erro, e isso atrasou o socorro.

Ninguém do Governo - nem Marcelo, já agora - falou com a viúva, que se viu sozinha, com duas filhas órfãs. Não foram ao funeral, e enviaram uma coroa fúnebre pela florista. Responsabilizou-se o operário que morreu, e isso atrasa qualquer indemnização.

A morte na A6 mostra a face mais desumana de que o Estado é capaz.
A6 Eduardo Cabrita Estado questões sociais morte
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